MENU

Flagrada ao celular no trânsito, advogada termina algemada em MS

Flagrada ao celular no trânsito, advogada termina algemada em MS

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2011 as 3:22

Uma advogada de 30 anos foi detida e algemada por policiais da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) na tarde de terça-feira (28), em Campo Grande, após ter supostamente desacatado os agentes. A confusão começou quando os policiais flagraram a mulher falando ao celular enquanto dirigia pela rua Rodolfo José Pinho, na região central.

Tanto a Cigcoe como a advogada registraram boletins de ocorrência relatando o caso. Na versão da polícia, a mulher teria se recusado a desligar o telefone dizendo: "não vou desligar, faz uma multa". Ela também não teria obedecido a ordem de parar o veículo e se negado a apresentar documentos.

A advogada teria contestado a autoridade dos soldados, já que não eram policiais de trânsito. Os agentes precisaram retirar a mulher à força do carro e algemá-la, pois estaria exaltada.

  Ainda segundo o relato policial, amigos da mulher chegaram ao local e alegaram que ela não poderia ser algemada porque era advogada. Em seguida a algema foi dispensada. A equipe do Cigcoe aguardou a chegada de uma viatura da Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) para fazer uma notificação, e em seguida a mulher foi encaminhada à delegacia.

Na versão da advogada, os policiais teriam cometido abuso de autoridade. Ela relatou na delegacia que um policial teria mandando desligar o celular dizendo: “desliga essa desgraça”. A mulher então teria continuou dirigindo e foi abordada mais à frente.

Após parar o veículo, a mulher disse que iria entregar o RG mas questionou o policial, momento em que um deles teria aberto a porta do carro e a tirado à força do veículo. A advogada disse que ficou algemada por cerca de uma hora e depois encaminhada à delegacia.

Prerrogativas

A advogada Marta Porto de Aragão, que integra a Comissão de Defesa e Prerrogativa dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), disse que por serem atos de menor potencial ofensivo - tanto a infração de trânsito como o desacato -, a mulher não deveria ter sido presa. Além disso, o estatuto do advogado diz que o profissional não pode ser preso em flagrante sem a presença de um membro da OAB no local.          

veja também