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FMI fará seminário sobre fluxos de capital este mês no Brasil

FMI fará seminário sobre fluxos de capital este mês no Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 4:43

SÃO PAULO - O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai realizar um seminário de dois dias no Brasil no fim deste mês para discutir os fluxos de capital para os mercados emergentes. Entre os participantes do evento estarão os ministros da Economia do Brasil e da África do Sul, representantes de bancos centrais do Brasil, Índia, Chile, Turquia, Colômbia e Tailândia e autoridades do FMI.

Autoridades do governo, acadêmicos, banqueiros e economistas vão se concentrar na origem da aceleração dos fluxos de capital, no impacto disso sobre as economias dos países emergentes e nas repostas políticas apropriadas, informou o FMI.

O Brasil tem sido um crítico aberto da resposta do mundo desenvolvido para a crise financeira e econômica global, dizendo que as políticas ultraexpansionistas inundaram os mercados emergentes com capital. O governo brasileiro tem expressado frustração com o que diz ser uma falta de resposta dos organismos internacionais, como o FMI.

Em um comunicado, o FMI afirmou que, embora os fluxos de capital possam fornecer investimento crucial para países com baixos níveis de poupança, "(muitos mercados emergentes) também estão preocupados com a fragilidade que os grandes fluxos de capital - e o comportamento de manada que contribui para os booms - podem gerar".

"Muito dos fluxos pode refletir diferenciais nas taxas de juros, que podem ser ao menos parcialmente revertidos quando as taxas de juros nas economias avançadas voltarem a níveis mais normais", disse o FMI.

No comunicado em que anunciou o seminário, o FMI afirmou que ainda é muito cedo para saber se os grandes fluxos de capital são investimentos estáveis de longo prazo que refletem a melhora nos fundamentos em muitos mercados emergentes ou se existe risco de uma reversão repentina.

O FMI reconheceu que grandes fluxos de entrada de capital dificultam a vida de governos e bancos centrais, levando a uma valorização da taxa de câmbio. "Independentemente de os fluxos de capital serem temporários ou mais persistentes, um rápido aumento pode subjugar a estrutura doméstica prudente e acabar alimentando bolhas de preços de ativos em vez de financiar investimentos que valham a pena", afirmou o FMI.

"Uma resposta política para um aumento nos fluxos de capital, portanto, pode precisar incluir tanto elementos macroeconômicos como prudenciais", acrescentou o fundo. As informações são da Dow Jones.

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