MENU

'Foi um susto', diz moradora de MS que encontrou cobra dentro de casa

'Foi um susto', diz moradora de MS que encontrou cobra dentro de casa

Atualizado: Segunda-feira, 10 Outubro de 2011 as 1:14

Moradora contou que não conseguiu dormir por causa do susto

(Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)

  A costureira Rosélia Pereira dos Santos, 42 anos, levou um susto ao se deparar com uma cobra na sala da casa onde mora, no bairro Jardim Colibri, em Campo Grande. Segundo a moradora, a "visita inesperada do animal",  aconteceu na noite de quinta-feira, por volta das 20 horas (horário de MS).

“Eu estava costurando e meu marido estava mexendo no computador. De repente minha filha entrou na sala e começou a chorar e a gritar pedindo socorro por causa da cobra. Foi um grande susto”, contou a Rosélia ao G1 .

Para impedir que a cobra continuasse andando pela casa, Eliel Pereira Sena, marido de Rosélia, pegou um pedaço de madeira e golpeou o animal. Depois de se certificar que a cobra estava morta, ele a colocou em um vidro com álcool.   A costureira afirmou ainda que, por causa do susto, não conseguiu nem dormir. “Olhei embaixo das camas e dentro de todas as gavetas e armários da casa para ver se tinha alguma outra cobra. Por sorte não encontramos nada”, disse.

Reclamações

Rosélia e Eliel afirmaram ao G1 que já encontraram outros animais peçonhentos na casa como escorpiões e aranhas. Eles atribuem a situação às condições de limpeza e estrutura do bairro.

“Nossa rua não é asfaltada e tem muitos matagais e terrenos baldios abandonados no bairro”, afirmou Rosélia. Ela lembrou ainda que já foram feitas algumas limpezas no bairro, mas que foram insuficientes, pois o mato voltou a crescer.

Cobra, conhecida como falsa coral, tem aproximadamente um

metro de comprimento e não é venenosa (Foto: Tatiane Queiroz)

  Cobra

A cobra encontrada pelos moradores é conhecida como falsa coral e não é venenosa, segundo Paula Helena Santa Rita, coordenadora do biotério (viveiro de animais) da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande.

A especialista informou ao G1 que é comum a ocorrência de espécies de falsas corais no perímetro urbano da cidade e que, com a proximidade do verão, o encontro com esses animais passa a ser mais frequente, por conta do período de reprodução das espécies.

Segundo Paula Helena, essas espécies usam as galerias subterrâneas para se esconder e elas podem viver em qualquer local onde tenha terra ou formigueiros. "Os matagais são os lugares ideiais porque, além de abrigo, encontram oferta de alimentos como minhocas, insetos e pequenos roedores”, explicou.

A especialista orienta que, quando o animal sai do habitat e vai para casas ou estabelecimentos, o mais recomendado é que as pessoas não tentem capturar o animal e entrem em contato com órgãos competentes, como Policia Militar Ambiental, Centro de Controle de Zoonoses ou Corpo de Bombeiros.

veja também