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'Foi uma sessão de tortura', afirma funcionário de empresa roubada

'Foi uma sessão de tortura', afirma funcionário de empresa roubada

Atualizado: Terça-feira, 4 Outubro de 2011 as 3:58

Fachada de empresa de segurança que foi invadida por homens armados

 no início da tarde desta terça-feira (4), no Butantã (Foto: Marcelo Mora/G1)

  Os três homens armados que invadiram uma empresa de segurança no início da tarde desta terça-feira (4), no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, para roubar armas agiram de forma violenta, agredindo e ameaçando matar os funcionários já rendidos, relataram as vítimas. Elas disseram que chegaram a temer pelas suas vidas. Cerca de 80 armas e uma grande quantidade de munição foram levadas.   Por volta do meio-dia, um dos funcionários dirigiu-se ao carro dele, estacionado em frente à casa onde funciona a empresa de segurança, para pegar um laptop. Pouco tempo depois de abrir o carro, ele foi abordado por um homem de terno que disse ser um policial federal. "Eles perguntaram por um tal de Ramón, que trabalhou aqui, mas saiu já faz um tempo", contou o segurança Paulo Fernando Oliveira, de 44 anos.

O funcionário abordado disse, então, que não conhecia a pessoa citada e decidiu retornar para dentro da empresa. Quando fechava a porta, o criminoso que se apresentou como policial federal, de arma em punho, o rendeu, permitindo a entrada dos demais do grupo. Os funcionários, em seguida, sofreram uma série de agressões e foram amarrados. "Daí começou a sessão de tortura. Me espancaram, me deram coronhada na cabeça, na nuca, me chutaram nas costas, me pisotearam. Ameaçaram nos matar o tempo todo", disse Oliveira, exibindo escoriações na nuca.

Paulo Oliveira foi agredido com violência

(Foto: Marcelo Mora/G1)

  Outro segurança, Raimundo Leite, de 41 anos, também sofreu agressões e ameaças. "Com certeza, temi pela minha vida e, principalmente, pela do meu colega (Paulo), que era quem estava apanhando mais, sendo agredido com muita violência", contou. Apesar de trabalhar na área há mais de dez anos, Leite disse que nunca passou por situação semelhante. "Nada de tanto terror", destacou.

Segundo o segurança, os criminosos falaram que pertenciam a uma facção que age dentro e fora dos presídios paulistas. Depois, citaram um segundo nome, de um tal de Ângelo, que também havia trabalhado na empresa. Os funcionários, no entanto, disseram que também não o conheciam. Os assalltantes roubaram cerca de 80 armas, sendo 40 espingardas calibre 12, pistolas, revólveres calibre 38, 3.200 munições e 12 coletes à prova de bala. Além disso, levaram celulares, carteiras e chaves dos carros dos funcionários.

Para evitar serem reconhecidos, eles levaram ainda as mídias com as gravações e o computador que gerencia o sistema interno de câmeras de segurança da empresa. O roubo aconteceu na Rua Camargo. O caso será registrado no 34º Distrito Policial, na Vila Sônia.          

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