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'Foi uma tragédia', diz Alckmin, sobre jovem morto por PM na Zona Leste de São Paulo

'Foi uma tragédia', diz Alckmin, sobre jovem morto por PM

Atualizado: Segunda-feira, 16 Abril de 2012 as 12:06

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), lamentou nesta segunda-feira (16) a morte de Yago Batista de Souza, de 17 anos, baleado no sábado (14) por um policial militar em frente ao prédio onde morava, em Itaquera, na Zona Leste da capital. Segundo a PM, o disparo foi acidental. Familiares e amigos da vítima contestam a versão.

"Muito triste, foi uma tragédia. O policial já está preso, a polícia vai verificar se foi imprudência, imperícia ou negligência. Qualquer que seja o resultado da investigação, o Estado é responsável. Nós já determinamos à Procuradoria Geral do Estado que procure a família para indenizar a família. A família pode procurar a PGE que receberá toda a indenização. O policial está preso e vai responder a processo civil e penal", afirmou.

Após a morte do jovem, moradores do conjunto habitacional José Bonifácio, onde o jovem morava, bloquearam a Rua Virgínia Ferni e colocaram fogo em madeiras e pneus. Policiais militares fizeram uma barreira para conter os manifestantes. No asfalto e nos muros, pichações mostravam a indignação pela morte. As marcas de sangue ficaram na calçada. Segundo a PM, o policial estava em uma operação de rotina e não tinha a intenção de atirar. "O disparo foi acidental. Provavelmente, o rapaz deve ter feito algum gesto brusco", disse o major da PM Vagner Seraphim Queiroz.

Para a família e o amigo de Yago, o disparo não foi acidental. "A viatura chegou para abordar eles e um policial de dentro da viatura alvejou o meu irmão que estava sentado. Estavam os três sentados. Falaram que não deu tempo nem de levantar", disse Leandro Batista Lamires, irmão da vítima. A família quer que tudo seja investigado e diz que não se conforma com a perda. "Ele não tirou a vida do meu filho, não. Ele tirou a vida de três, quatro, tem a mãe dele, tem eu, irmãos. E aí?", lamentou Evandro de Jesus Souza, pai da vítima.

O soldado que atirou contra o adolescente foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele vai aguardar julgamento no presídio Romão Gomes. No sábado, em nota, Alckmin lamentou o episódio e informou que a família do garoto será indenizada. "Independentemente da investigação conduzida pela Policia Militar, a responsabilidade do Estado e inegável. Portanto, o governador determinou a imediata instauração de procedimento com vistas ao pagamento de indenização do Estado a família da vitima", diz o texto.

O corpo de Yago foi enterrado na manhã desta segunda-feira no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo.

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