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Força Sindical diz que irá reagir a "jogo duro" de Dilma sobre mínimo

Força Sindical diz que irá reagir a "jogo duro" de Dilma sobre mínimo

Atualizado: Sábado, 29 Janeiro de 2011 as 11:25

A Força Sindical prometeu ontem reagir à manutenção da proposta de R$ 545 como novo valor para o salário mínimo, sinalizada pela presidente Dilma Rousseff. As centrais defendem o valor de R$ 580.

"Se ela [Dilma] tiver jogando duro, vamos ter que ir para o Congresso, pressionar, fazer manifestações, pôr aposentados no Congresso", disse o presidente da central, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Em Porto Alegre, Dilma afirmou que a oferta do governo para o mínimo está mantida nos R$ 545 e que uma discussão simultânea do reajuste da tabela do Imposto de Renda nas negociações "não é correta".

"O que queremos saber é se as centrais querem ou não a manutenção do acordo [feito com o governo Lula] pelo período do nosso governo. Se querem, o que nós propomos para esse ano é R$ 545", disse.

Paulinho diz que o governo dá provas de estar aberto ao diálogo, pois manteve uma reunião para a próxima quarta-feira e não enviou uma medida provisória ao Congresso com esse valor de R$ 545.

O presidente da CUT, Artur Henrique, afirmou que a central não aceitará o valor de R$ 545 e que continuará a pressionar o governo.

"Vamos manter um processo de mobilização e de pressão", disse Henrique.

Para o sindicalista, o problema do governo não é o reajuste de 2011, mas o do próximo ano. "A política de valorização do mínimo vai fazer com que, em 2012, o reajuste seja de 13% a 14%."

Ontem, na nota "Será que Mantega 'trocou figurinhas' com FHC?", a Força Sindical disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou "todo o seu desprezo pelos temas sociais" ao desconsiderar reajuste na tabela do Imposto de Renda.

Paulinho assinou um documento que ironiza as férias do "insensato ministro" em Trancoso, região de resorts de luxo na Bahia.

"Vale lembrar que o ex-presidente FHC passou as férias recentemente na mesma localidade", diz o texto.

"Será que ambos não se encontraram e 'trocaram figurinhas' sobre o receituário do arrocho fiscal, da restrição ao crédito e do achatamento dos salários?", completa a nota da Força, que representa cerca de 1.600 sindicatos.

Anteontem, Mantega irritou sindicalistas ao negar que a correção da tabela do IR esteja sob estudo.

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