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Fórum Internacional de Justiça para discutir crime organizado e pedofilia é aberto em São Paulo

Fórum Internacional de Justiça para discutir crime organizado e pedofilia é aberto em São Paulo

Atualizado: Quinta-feira, 13 Maio de 2010 as 11:32

Começou na manhã desta quinta-feira (13) a 5ª edição do FOR-JVS, International Forum of Justice (Fórum Internacional de Justiça), em São Paulo, que reúne profissionais de Justiça de diversos países para discutir as estratégias de combate a crimes como pedofilia, corrupção e lavagem de dinheiro, além do tráfico internacional de crianças e terrorismo.

Durante o lançamento do Fórum - que contou com a participação do presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), desembargador Antonio Carlos Viana Santos - o presidente do evento, o jornalista Luiz Maurício, destacou a importância do encontro para o combate ao crime organizado.

- Pela primeira vez temos membros do Judiciário discutindo temas comuns que violentam os direitos fundamentais do ser humano em diversas partes do mundo.

O ministro Cezar Peluso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que deveria abrir o evento, não pôde participar do fórum - cujas palestras e debates ocorrem até o próximo sábado (15) na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Já o presidente do Grupo Record, Alexandre Raposo, destacou a importância do debate e dos veículos de comunicação para o enfrentamento aos crimes que chocam a sociedade.

- Nós precisamos chamar a sociedade para estarmos juntos, trabalhando, denunciando, agindo e combatendo sempre as práticas criminosas neste país. E eu acredito que o veículo de comunicação é um importante veículo para o combate.

  Silvio Marques Neto, vice-presidente da APM (Associação Paulista de Magistrados), chamou a atenção para os crimes de pedofilia, que na maioria dos casos, ''ocorrem em doloroso silêncio'', segundo ele.

- Nosso objetivo nesse Fórum é encontrar meios de combater esse crime hediondo. [...] O tráfico de crianças é um crime que não tem como ser ignorado.

O vice-presidente da APM citou um levantamento da ONG (organização não-governamental) internacional Safernet, segundo o qual 63% das cerca de 90 mil denúncias recebidas pela organização se referem a casos de abuso contra menores de idade, sendo que a maioria dos casos acontece por meio de redes sociais como o Orkut.

A expectativa dos organizadores é que, até sábado, aproximadamente 450 pessoas - entre especialistas e autoridades - participem das cerca de 20 palestras, painéis e núcleos temáticos de debate.

Voltado para juízes, promotores da Justiça, advogados, acadêmicos e delegados das polícias Civil e Federal, o fórum tem como objetivo ainda elaborar propostas para viabilizar reformas na Justiça brasileira, tornando-a mais independente e democrática.

Promovido pela APM (Associação Paulista de Magistrados) e pelo Jornal da Justiça, o Fórum Internacional de Justiça conta com o patrocínio da Rede Record, da Odebrecht e da Fiesp. Mais informações podem ser lidas no site do evento.

Por Marina Novaes

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