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Fritura de Ana de Hollanda é fruto da rivalidade entre grupos do Rio e de SP

Fritura de Ana de Hollanda é fruto da rivalidade entre grupos do Rio e de SP

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 8:26

O Ministério da Cultura virou uma disputa entre feudos do PT e da classe artística. Sob "fritura", a ministra Ana de Hollanda representa uma tropa de petistas cariocas e de artistas liderados pelo ator Antônio Grassi que sempre se opôs à gestão anterior, do ex-ministro Juca Ferreira.

Agora no poder, esse grupo não quer abrir mão do ministério que almejou, sem sucesso, durante os oito anos do governo Lula. De olho na vaga de Ana Hollanda, setores do PT paulista, representados pelo ator Sérgio Mamberti no ministério e pelo grupo da "Cultura Digital", minam o nome da irmã de Chico Buarque nos bastidores. Veem na crise instalada uma oportunidade para assumir a direção do volante cultural do governo Dilma.

O grupo carioca sabe que não tem um substituto imediato para a ministra em caso de queda. Uma eventual demissão seria uma tragédia política por ser o primeiro ministro a cair e ainda uma mulher, um cenário desgastante que poderia levar Dilma a retirar o cargo nas mãos desse grupo petista. Segurar Ana é preservar o controle da pasta. Cercá-la de pessoas de confiança é a melhor estratégia num momento como esse.

As cenas da ministra deixando um debate em São Paulo sob escolta policial, após uma audiência tensa com artistas, é um capítulo do que o governo classifica de "orquestração sórdida" contra ela. O grupo paulista não simpatiza politicamente, mas é mais alinhado com as propostas da gestão de Juca Ferreira, que assumiu o cargo como filiado do PV, ao suceder Gilberto Gil.

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