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Frota de SP ultrapassa 7 milhões de veículos em março

Frota de SP ultrapassa 7 milhões de veículos em março

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 3:24

A frota de veículos no município de São Paulo atingiu em março a marca de 7.012.795 unidades, número confirmado nesta segunda-feira (4) pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP).  

A cidade tem 5.124.568 automóveis de passeio (73% da frota do município), que se somam a 718.450 micro-ônibus, camionetes e utilitários (10,2%). As motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos representam outras 889.164 unidades (12,6%). São Paulo tem ainda 42.367 ônibus, 158.190 caminhões e 73.526 reboques.  Esses números representam apenas os veículos com placa de São Paulo,  sem considerar aqueles com origem em outras cidades e estados.

Fundador e primeiro presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o engenheiro Roberto Scaringella afirma que a frota continuará crescendo, principalmente porque comprar uma moto, por exemplo, é mais barato que andar de ônibus. Ele defende a instituição do pedágio urbano, embora reconheça que a solução assuste políticos.     "Não há engenharia de tráfego que consiga colocar em uma vaga, ao mesmo tempo, dois carros. Portanto, a cidade vai ter que se administrar um bem público que é o espaço viário, cada vez mais escasso. Vamos ter de que adotar medidas cada vez mais restritivas. Porque temos o conteúdo (frota) crescendo e o continente (cidade) não crescendo", diz Scaringella.

  "Acho que a situação de hoje é socialmente injusta porque o cidadão que não tem carro está sofrendo com o congestionamento criado por quem tem carro. Há 30, 40 anos, se descobriu que não cabia mais todo mundo estacionando livremente junto ao meio-fio. Então se pedagiou, criando a Zona Azul. É inexorável, no meu entender, adotar o pedágio urbano. Porque é uma solução socialmente mais justa. Toda vez que se tem um bem público escasso, cobrar pelo uso é a forma socialmente mais justa", afirma.

Scaringella diz que ampliar o rodízio pode melhorar um pouco, mas argumenta que já foram feitos estudos e simulações que mostram que essa alternativa não melhora muito. "Logicamente que a cidade seria pior sem o rodízio. Mas acho que com o crescimento da frota e com a escassez de espaço crescente vai ser inevitável você administrar esse bem público espaço cobrando pelo uso."

O ex-presidente da CET afirma que o pedágio urbano não funcionaria como as praças convencionais encontradas nas estradas. "Hoje com a identificação eletrônica do veículo em movimento, você não precisa, e evidentemente não se cogita praça de pedágio na área urbana. Então é através de sistemas de trânsito inteligente, informatizado, monitoramento eletrônico. Agora, onde, como seria preciso resolver. Logicamente os políticos se assustam muito com isso", afirma.

Na apresentação de seu plano de metas para 2011, a Secretaria Municipal de Transportes se propôs a discutir e negociar a revisão dos horários de entrada e saída do trabalho dos paulistanos, "criando um escalonamento que permita um alívio para os horários de pico do transporte coletivo e individual".    

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