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Funai negocia libertação de grupo retido por índios em protesto em MT

Funai negocia libertação de grupo retido por índios em protesto em MT

Atualizado: Sexta-feira, 21 Outubro de 2011 as 2:55

A Fundação Nacional do Índio (Funai) está negociando com três tribos indígenas a libertação de 7 pessoas que estão retidas desde segunda-feira (17) na aldeia Kururuzinho, em Alta Floresta, na divisa entre Mato Grosso e Pará.

Segundo o coordenador da Funai para o norte de MT, Sebastiao Martins, estão retidos na aldeia quatro funcionários da Funai, dois funcionários da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do governo federal, e um antropólogo contratado pela EPE e que estava realizando uma pesquisa junto à tribo.

  Conforme Martins, os índios são contrários ao projeto de construção da Usina Hidrelétrica de São Manoel, próximo à aldeia, e retiveram os funcionários como forma de protesto. As tribos também reivindicam a demarcação das terras indígenas na região.

“Os funcionários da Funai e da EPE chegaram à aldeia na segunda-feira para fazer a apresentação de um estudo sobre os impactos da hidrelétrica e, quanto tentaram deixar o local, foram impedidos. As negociações estão sendo feitas diretamente pela presidência da Funai, em Brasília, e estamos acompanhando e em contato com os servidores”, diz Martins.

A Funai fez uma proposta para que representantes dos índios se encontrem, em Brasília, com representantes de ministérios para discutir a questão e pede a libertação do grupo, segundo o coordenador. Na quinta-feira (20), foi publicada a suspensão de audiências públicas que seriam realizadas em Paranaíta, Alta Floresta, ambas em Mato Grosso, e uma em uma cidade do Pará.

Segundo ele, os funcionários estão bem e não foram agredidos.

A funcionária pública carioca Leticia Pereira de Santana, mulher do técnico da EPE Cesar Mauricio Batista da Silva, um dos retidos pelos índios, diz que conseguiu falar com o marido na quinta-feira por um orelhão localizado dentro da aldeia. “Ele diz que estão sendo bem tratados e que não sofreram nenhum tipo de violências, mas que há uma grande pressão psicológica e o clima é tenso. Estou preocupada e queria uma ação rápida para tirá-los de lá”, diz ela.

A EPE informou através da assessoria de imprensa que acompanha as negociações, que estão sendo feitas diretamente pela Funai, e que os funcionários estão bem.

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