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Funcionários voltam a trabalhar no prédio da reitoria da USP

Funcionários voltam a trabalhar no prédio da reitoria da USP

Atualizado: Quinta-feira, 10 Novembro de 2011 as 9:45

Funcionária entra no prédio da reitoria da USP

(Foto: Juliana Cardilli/G1) Funcionários que trabalham no prédio da reitoria da Universidade de são Paulo (USP), na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, começaram a retomar sua rotina na manhã desta quinta-feira (10). Eles estavam fora o imóvel desde o dia 2 de novembro, quando estudantes ocuparam o prédio. A USP pediu a reintegração de posse, que foi cumprida na madrugada desta terça-feira (8). Nesta manhã, os funcionários começaram a voltar ao prédio e devem retomar seus trabalhos internos. O atendimento ao público, entretanto, ainda não foi restabelecido.

Apenas portaria B da reitoria, normalmente restrita a funcionários e professores, está aberta. A entrada principal, por onde entram estudantes e outras pessoas que precisam ser atendidas, ainda está fechada por cavaletes, assim como a entrada pela qual os estudantes invadiram o prédio, onde a porta ainda está danificada. Policiais militares também mantêm a segurança do prédio, mas em número menor que o dos últimos dias.

Segundo funcionários da reitoria, o trabalho de limpeza, que foi iniciado nesta quarta-feira (9), continua sendo realizado nesta quinta. A USP ainda não divulgou um balanço dos prejuízos gerados pela ocupação. Paredes foram pichadas e móveis revirados e depredados. A reitoria foi ocupada pelos estudantes como forma de protesto contra a detenção de três alunos por porte de maconha na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O prédio da administração da FFLCH também foi ocupado por uma semana.

Com a reintegração de posse, cumprida pela Tropa de Choque da PM, 72 pessoas foram presas – 63 delas estavam dentro do prédio. Elas foram soltas após pagamento de fiança.

Assembleia

Na noite de terça, mesmo dia da reintegração de posse, uma assembleia de estudantes determinou greve geral dos alunos na universidade. Nesta quarta, estudantes de cada curso fizeram assembléias internas para determinar sua adesão ao movimento – alunos da FFLCH, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e do curso de relações internacionais decidiram deixar de ir às aulas.

PM continua na reitoria da USP (Foto: Juliana

Cardilli/G1) Nesta quinta, a partir das 18h, os alunos decidem se mantêm a paralisação. A reunião entre os alunos está prevista para acontecer no Largo de São Francisco, na região central da capital, sede da Faculdade de Direito da USP.

Além da assembleia, acontece às 14h um ato em apoio aos 72 detidos pela Polícia Militar durante ação de reintegração de posse do prédio da reitoria.

Nesta quarta, a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) decidiu apoiar os alunos no ato que será realizado nesta quinta-feira, mas não aderiu à proposta de greve apresentada por um dos professores. Cerca de 80 docentes, segundo a Adusp, participaram da assembleia. Os professores também aprovaram “envidar esforços políticos” junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para anistiar estudantes, servidores e professores de processos administrativos e criminais abertos pela administração da universidade.        

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