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Gastos com aterros privados na mira dos vereadores

Gastos com aterros privados na mira dos vereadores

Atualizado: Segunda-feira, 14 Junho de 2010 as 11:21

Segundo o vereador Roberto Hinça (PDT), presidente da Comisão Especial do Lixo da Câmara Municipal de Curitiba, a contratação emergencial dos aterros particulares vai significar gastos bem maiores do que os aplicados para o gerenciamento dos resíduos no Aterro da Caximba.

Segundo Hinça, uma avaliação da comissão concluiu que serão gastos mensalmente entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões a mais do que é gasto atualmente.

Os aterros particulares poderão receber os resíduos em caráter emergencial, por conta da desativação da Caximba, prevista para novembro desse ano. Além da desativação da Caximba, a contratação de aterros particulares visa dar destino à demanda de resíduos já que ainda permanecem os impasses judiciais que travam a licitação que deve escolher quem vai gerir a nova indústria de processamento de lixo da RMC.

Já o vereador Pedro Paulo (PT), revela que, nos 24 meses em que serão utilizados os serviços dos aterros particulares, serão gastos até R$ 40 milhões a mais por ano.

“Ao invés de pagarmos o valor atual de R$ 23 por tonelada de lixo, pagaremos R$ 47. Isso sem considerarmos o custo de R$ 73 por tonelada de lixo com o transporte dos resíduos”, ressalta.

Para a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, Marilza Oliveira Dias, a comparação dos valores não pode ser feita de forma direta. Segundo ela, o custo por tonelada de lixo na Caximba não considera os custos com obras e estrutura.

“O valor mínimo de R$ 47,07 foi definido com parâmetros da própria Caximba. Além dos custos com a área, que já foram pagos, ainda existem os custos com ações futuras que precisam ser aplicadas após a desativação do aterro”, explica.

Empresa

Membros das comissões especiais do Lixo e de Assuntos Metropolitanos se reuniram ontem com representantes da empresa Estre Ambiental S/A, de São Paulo, uma das instituições interessadas no gerenciamento dos resíduos gerados na Grande Curitiba. Proprietária de um aterro sanitário em Fazenda Rio Grande, a Estre apresentou aos parlamentares o que poderá desenvolver no gerenciamento do lixo de Curitiba.

O diretor da Estre, Pedro Stech, ressaltou a experiência da empresa no setor, já que gerencia metade do lixo gerado no Estado de São Paulo. “É uma empresa sólida, que tem capacidade econômica e técnica para prestar o serviço de administração dos resíduos”, afirma Stech.

Segundo ele, quando estiver com a estrutura concluída, o empreendimento que está sendo feito em Fazenda Rio Grande, terá recebido R$ 30 milhões em investimentos.

O aterro da Estre conta com 2,6 milhões de metros quadrados, dos quais apenas 600 mil serão utilizados para a deposição dos dejetos. O restante receberá ações de reflorestamento.

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