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GDF e Receita realizam maior destruição de falsificados da capital

GDF e Receita realizam maior destruição de falsificados da capital

Atualizado: Sexta-feira, 2 Dezembro de 2011 as 1:50

O Comitê de Combate à Pirataria do Distrito Federal e Receita Federal do Brasil destruíram, com rolo compressor, cerca de três milhões de produtos falsificados na manhã desta sexta-feira (2), em Brasília. Esta foi a maior destruição de mercadorias falsificadas da capital federal. O valor dos produtos, que foram apreendidos em seis meses de operações, chega a mais de R$ 63 milhões.

Entre os itens que foram destruídos estão 2 milhões de mídias, 3,7 mil quilos maquiagens, 600 mil óculos, 28 mil relógios e 3,5 mil pendrives. De acordo com o inspetor-chefe da Alfândega da Receita Federal, Wagner Castro, as mercadorias geraram prejuízo de R$ 8 milhões em impostos aos cofres públicos.

O Comitê de Combate à Pirataria do Distrito Federal e a Receita Federal do Brasil realizaram nesta sexta-feira (2), em Brasília, a destruição por rolo compressor cerca de três milhões de produtos falsificados apreendidos no DF. Esta é a maior destruição de mercadorias falsificadas da capital federal. (Foto: Mariana Zoccoli/G1) Também foram triturados, de forma simbólica, 30 caixas de cigarros. Segundo Castro, outros 13 milhões de maços serão destruídos em local apropriado. Os cigarros serão usados como adubo em hortas comunitárias.

O inspetor-chefe ressaltou que o valor das apreensões de cigarros em 2011, no Brasil, representa R$ 10 milhões. “Este é o crime que mais cresce no país. O contrabando de cigarros migrou de Foz do Iguaçu (PR) para o Mato Grosso do Sul, onde estão agora as rotas mais comuns”, explicou Castro.

O secretário da Ordem Pública e Social do DF, Agrício da Silva, explicou que a maior parte dos produtos destruídos nesta sexta foi apreendida na Feira de Taguatinga, em agosto. Na ocasião,  780 mil CDs e DVDs, medicamentos e computadores que eram utilizados para produzir as mídias ilegais foram recolhidos.

Três caixas de cigarros foram destruídas de forma

simbólica nesta sexta-feira (2) em Brasília.

Outros 13 milhões de maços serão triturados em

local apropriado. (Foto: Mariana Zoccoli/G1) “Esse ano tivemos resultados muito positivos. Apreendemos 400% a mais em relação ao ano passado”, calcula o secretário. Segundo Silva, as áreas que mais demandam operações contra a pirataria no DF estão situadas no centro das cidades. A expectativa é que as equipes consigam apreender mais produtos durante o período que antecede as comemorações de fim de ano.

Silva ainda defendeu que os consumidores de produtos piratas também deveriam ser punidos pela compra, não apenas os vendedores, como acontece atualmente. “É preciso alterar a Lei Penal. Mas, apesar disso, a punição é automática para quem compra estes produtos, porque eles consomem mercadorias que não têm qualidade nem garantia”, disse o secretário.

Para recolher todo material, 60 funcionários da Delta Construção foram escalados. A empresa afirmou que deve retirar os restos dos produtos do estacionamento do Estádio Nacional de Brasília em até 24h. Todo material reciclável será encaminhado a cooperativas.      

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