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Gêmeas siamesas viajam para fazer separação em GO

Gêmeas siamesas viajam para fazer separação em GO

Atualizado: Quinta-feira, 18 Março de 2010 as 12

A professora de dança Larissa Nunes dos Santos, 22 anos, viajou do Recife para Goiânia com as filhas gêmeas siamesas Maria Luana e Maria Luiza, de 1 ano e 4 meses, na tarde desta quarta-feira (17). As crianças farão uma bateria de exames no Hospital Materno Infantil da capital de Goiás até a realização da cirurgia de separação, prevista para ser feita no dia 30 de março.

Ela está hopedada na Casa do Interior, administrada pela Organização das Voluntárias de Goiás. "Estou conversando bastante com o médico que fará a cirurgia. Ele está me passando instruções para o período pós-operatório. Além disso, ele está tirando todas as nossas dúvidas", disse a mãe, que está acompanhada das duas avós das meninas.

O médico Zacharias Calil, responsável pelo acompanhamento médico das duas meninas e especialista em cirurgias deste tipo, disse ao G1 que este será o caso mais complexo. "O grau de risco da operação a ser feita nas duas meninas só não é maior do que os casos em que gêmeos siameses são unidos pela cabeça."

Calil informou que Luana e Luiza têm três pernas, são unidas pela cintura, dividem o mesmo fígado, o intestino grosso e parte do intestino delgado. Uma delas tem um rim e a outra tem dois rins. "Não será possível que uma delas fique com duas pernas, pois precisaremos usar a pele da perna sobressalente para fazermos enxerto e fechar o local da cirurgia."

O médico disse a região da cirurgia é repleta de veias, o que torna a cirurgia mais complexa. "Há muito sangue que alimenta os intestinos e os baços das crianças. Como haverá muito sangramento durante o procedimento cirúrgico, considero a situação das meninas mais delicada do que a das outras crianças que atendi", disse Calil.

O Hospital Materno Infantil de Goiás é referência na realização de cirurgias de separação de gêmeos siameses. Nos últimos 12 anos, os médicos da unidade já realizaram seis cirurgias deste tipo entre os 14 casos registrados na maternidade. A última foi realizada em novembro do ano passado. Segundo Calil, o hospital ainda acompanha cinco casos de crianças que nasceram em outros estados.

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