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Gestão de reservatórios deve ser revista, diz nova presidente da Sabesp

Gestão de reservatórios deve ser revista, diz nova presidente da Sabesp

Atualizado: Sexta-feira, 28 Janeiro de 2011 as 4:11

A nova presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, afirmou nesta sexta-feira (28) que, em razão de mudanças no regime de chuvas nos últimos anos, a gestão dos reservatórios do estado deve ser revista. A declaração foi dada durante reunião com representantes das defesas civis de cidades que fazem parte do sistema Cantareira, formado por quatro bacias hidrográficas (Jaguari/Jacareí, Atibainha, Cachoeira e Paiva Castro).

“Ao longo de 2011, [é preciso] debruçar DAEE [Departamento de Águas e Energia Elétrica], ANA [Agência Nacional de Águas] e câmaras técnicas PCJ [que compõem as bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí] para estudar o que aconteceu no verão 2009/2010 e no verão 2010/2011 e repensar as regras de operação [dos reservatórios]. Isso nós temos que fazer todo ano, não tem jeito. Essa resolução conjunta, ela pode e deve ser revista”, afirmou Pena.   Entre as cidades que foram afetadas pelo aumento de vazão da Represa Paiva Castro e fazem parte do sistema está Franco da Rocha. A cidade ficou debaixo d'água.

Dilma Pena destacou ainda que a Sabesp coloca em prática as determinações dos órgãos reguladores e se coloca à disposição para contribuir com essa discussão.

Ela disse que as chuvas deste ano não foram previstas com antecedência. “No verão passado, os estudiosos do regime de chuvas nos asseguraram que probabilisticamente nós não teríamos as chuvas que estamos tendo”, afirmou.

De acordo com o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, entre 1998 e 2005, o estado registrou índices pluviométricos abaixo da média. “Quanto tempo vão durar as chuvas intensas no verão, nós não sabemos. O que temos que fazer é nos debruçar para melhorar a previsibilidade e a gestão dos reservatórios”, disse Pena.

O superintendente de Produção de Água Metropolitana, Hélio Castro, afirmou durante o encontro que a Sabesp sente necessidade de previsões meteorológicas mais precisas capazes de melhorar a gestão dos reservatórios. Ele ressaltou ainda que o aumento da vazão nos rios não tem impacto sobre as enchentes. Castro citou o exemplo do Rio Jaguari, em que a vazão aumentou de 60 metros cúbicos por segundo para 80 metros cúbicos por segundo há cerca de duas semanas. Segundo ele, não houve uma piora no quadro das enchentes que a cidade já enfrentava.

O representante da Defesa Civil de Valinhos, Eduardo Matias, sugeriu que a Sabesp participe dos encontros da Operação Verão, que começa em dezembro, para estreitar a relação das defesas civis e da companhia. A sugestão foi aceita pela presidente da Sabesp. “A Sabesp já participa e vai participar com cada vez mais assiduidade”, afirmou.

Estiveram presentes ainda no encontro o superintendente do DAEE, Amauri Pastorello, e o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni.    

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