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Golpe do título supervalorizado leva dupla para a cadeia

Golpe do título supervalorizado leva dupla para a cadeia

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 11:31

Policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 12ª DP (Copacabana) prenderam, na segunda-feira, dois acusados de aplicar o "golpe do título supervalorizado" numa idosa de 82 anos, moradora de Campo Grande. Gabriel da Silva Dias, de 27 anos, foi preso em flagrante após sair de uma agência bancária em Copacabana. Ele havia acabado de transferir R$ 1 mil da vítima para outra conta corrente. Ele chegou a oferecer R$ 1 mil aos agentes para não ser preso.

Enquanto Gabriel prestava depoimento, os policiais perceberam que seu celular tocava sem parar. Ele contou aos agentes que a pessoa que o telefonava era Iris Cristina Sobral Fernandes, de 24 anos, que também fazia parte do esquema e esperava receber a sua parte no golpe. Ela estava num shopping na Barra. Os policiais, então, foram ao local e também a prenderam.

Possuidora de um título da agência de viagens American Tour, a idosa contou à polícia que, em setembro de 2009, recebeu a primeira ligação de Gabriel. Apresentando-se como Eduardo, ele disse que o título da idosa valia R$ 20 mil. Entretanto, para receber o dinheiro, ela precisava fazer um depósito na conta dele.

- Após fazer vários depósitos, que totalizaram cerca de R$ 3 mil, a idosa começou a suspeitar. Na segunda, ela marcou um encontro com o "corretor", mas antes passou na delegacia. Montamos uma operação e o prendemos - explicou a delegada Cristiana Bento, da 12ª DP.

Golpistas eram falsos corretores

Idosos possuidores de títulos de empresas de turismo inoperantes há muitos anos - como Touring Club e Mares do Sul - são as principais vítimas do "golpe do título supervalorizado". Entre 2004 e 2007, diversas empresas do "ramo de turismo" foram fechadas pela polícia após investigações comprovarem que, na verdade, sua finalidade era aplicar golpe nas vítimas.

Funcionários destas empresas que se passavam por "corretores de títulos" ligavam para as vítimas, e diziam que o título que elas possuíam estavam sendo comprados por preços fabulosos por investidores estrangeiros.

- Os "corretores" diziam que podiam vender esses títulos, desde que a pessoa pagasse uma taxa. As vítimas pagavam taxas e mais taxas, mas nunca viam a cor do dinheiro - explica a promotora Dora Beatriz, da 1 Central de Inquéritos do MP estadual.

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