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Governador de SP diz que obras no Tietê não impedirão enchentes

Governador de SP diz que obras no Tietê não impedirão enchentes

Atualizado: Quinta-feira, 26 Maio de 2011 as 12:06

Governo quer retirar pelo menos 1,5 milhão de metros cúbicos de material assoreado do Rio Tietê até dezembro (Foto: Juliana Cardilli/G1)

  O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (26) que as obras de desassoreamento do Rio Tietê, iniciadas nesta manhã, não irão impedir a ocorrência de enchentes ou transbordamento do Tietê e de outros rios que cortam a capital paulista. O governo espera retirar até dezembro entre 1,5 milhão e 1,7 milhão de metros cúbicos de sedimentos do fundo do Tietê, aumentando sua capacidade de vazão. A obra completa deve ser realizada em 22 meses, e tem custo total de R$ 107,6 milhões.     “Não tem como dizer que não vai ter enchente ou transbordamento, isso não existe. Agora, a capacidade aumenta muito. Então o prazo de recorrência aumenta muito. Se as chuvas não forem tão intensas, o rio terá uma grande capacidade de reservação, então aumenta muito a segurança. E nós chegaremos ao máximo da profundidade no outro verão”, explicou o governador.

O desassoreamento do Rio Tietê já vinha sendo realizado anteriormente, mas com menor velocidade. A cada época de chuvas, o rio recebe cerca de 500 mil metros cúbicos de sedimentos – material de assoreamento, areia, e também lixo. O objetivo da obra iniciada nesta quinta é fazer com que o rio volte a ter sua profundidade máxima equivalente à alcançada quando foi feita a obra de rebaixamento da calha.

O trabalho será feito em duas frentes – uma que vai da barragem Edgard de Souza, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, até o Cebolão, na Zona Oeste da capital paulista, e outra do Cebolão até a Barragem da Penha, na Zona Leste – englobando 41 km do rio. “Nós vamos aproveitar o período da seca. Nossa meta é tirar 250 mil metros cúbicos por mês. Se a gente conseguir até dezembro, sete meses, pode tirar 1,7 milhão de metros cúbicos, ainda vai ficar um milhão para o ano que vem”, disse Alckmin.

Governador de SP participou do primeiro dia de retirada de sedimentos do Rio Tietê (Foto: Juliana Cardilli/G1)

  A pressa do governo ocorre porque no período de chuvas o ritmo do trabalho precisa ser reduzido – a eficiência de retirada de material cai à metade ou menos do que é feito nos meses de seca. Outro problema foi o atraso no início das obras, de cerca de 40 dias – ocorrido porque o Tribunal de Contas exigiu rever o edital de contratação.

Transporte

Inicialmente o transporte do material retirado do rio será feito com a ajuda de caminhões, mas dentro de quatro meses o governo espera que 100% do serviço seja feito por meio de barcaças. Com isso, estima-se que 80 mil viagens feitas por caminhões serão evitadas nas marginais.

Parte da areia que for retirada do rio será reaproveitada na construção civil. O restante do material será encaminhado para Carapicuíba, onde será implantado um parque, e para áreas apropriadas iniciadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Além do desassoreamento do Tietê, o governador espera que em no máximo 15 dias o mesmo trabalho seja iniciado no Rio Pinheiros – a administração aguarda a resolução de um problema jurídico. Outra obra que segundo Alckmin irá reduzir a probabilidade de enchentes é a circunvalação do Rio Tietê.

“Lá serão praticamente 900 mil metros cúbicos que vão ficar de piscinão natural. Se chover demais, você fecha a barragem da penha e com essa obra você vai ter um piscinão praticamente natural”, explicou o governador, que disse que o contrato deve ser assinado em até 60 dias.        

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