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Governadores aliados atribuem 2º turno à polêmica sobre aborto

Governadores aliados atribuem 2º turno à polêmica sobre aborto

Atualizado: Terça-feira, 5 Outubro de 2010 as 10:28

Governadores aliados eleitos e reeleitos são unânimes em afirmar que a polêmica sobre a descriminalização do aborto e uma eventual mudança legal nas situações de interrupção de gestações foram os principais fatores que impediram a candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, de ter vencido as eleições gerais de 2010 já no primeiro turno.

Em reunião com a presidenciável nesta segunda-feira (4), os aliados sugeriram uma espécie de força-tarefa para estancar os boatos de que Dilma seria a favor do aborto, de que teria mudado de discurso em relação ao tema e de que teria dito que "nem Deus tiraria a vitória" nas eleições.

A portas fechadas, a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR), por exemplo, disse para Dilma e à base governista que a onda de boataria teria começado no Paraná e sugeriu que a presidenciável fosse ao Estado para participar de um evento com representantes de igrejas para tentar minimizar o impacto das informações dissonantes sobre o aborto. Há o reconhecimento generalizado de que a campanha petista perdeu o "timing" e não deu atenção de imediato à crescente disseminação de pensamentos tidos como errôneos atribuídos à ex-ministra da Casa Civil.

Para evitar novo deslize na reta final das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, governadores e senadores eleitos para pedir mobilização em prol de Dilma. A ordem é, além de manter constante a estratégia de angariar votos para a petista, que não se abaixe a guarda em Estados que conseguiram eleger aliados já no primeiro turno e tampouco se abra espaço para um eventual revés da campanha petista.

Participam do encontro com Lula, entre outros, os governadores eleitos Tarso Genro (PT-RS) e Renato Casagrande (PSB-ES) e os reeleitos Eduardo Campos (PSB-PE), Marcelo Déda (PT-SE) e Cid Gomes (PSB-CE), além dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento).

Postado por: Guilherme Pilão

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