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Governistas aceitam desafio de Serra para debater ética nas eleições, diz ministro

Governistas aceitam desafio de Serra para debater ética nas eleições, diz ministro

Atualizado: Terça-feira, 6 Abril de 2010 as 12

O PT está disposto a atender ao chamado da oposição para fazer um "debate ético" nas eleições de outubro, como anunciado pelo pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra. Segundo o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), os governistas querem discutir o tema "ética" porque acreditam que a gestão Luiz Inácio Lula da Silva conquistou avanços no setor.

"Se os tucanos quiserem trazer o debate para a ética, ótimo. O PSDB e o DEM não têm moral para falar do termo ética. Temos muito o que mostrar no combate à corrupção. Se os tucanos vierem fazer o debate, vamos enfrentar o debate", afirmou.

Padilha disse que a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é se envolver diretamente na campanha da ex-ministra Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto, sem desrespeitar a lei eleitoral - com eventos aos fins de semana e à noite. Segundo Padilha, a oposição não vai conseguir cercear a disposição do presidente de defender seus candidatos.

"Estão querendo tolir o presidente de fazer campanha, mas ele pode fazer. A melhor coisa que podemos fazer é ter um governo bem avaliado", afirmou.

Segundo o ministro, a disposição do presidente Lula é estar presente em palanques de candidatos aliados especialmente em Estados onde a base de apoio do governo federal conseguiu unir forças --sem a disputa entre partidos da base.

"O presidente já disse que o desejo pessoal dele é estar presente em Estados onde a base aliada estiver unida. Não tem posição fechada sobre isso, mas é o comentário que ele vem fazendo. Que todos possamos trabalhar para que a base esteja unida nos Estados", afirmou.

Ética

Ao deixar o governo de São Paulo na semana passada, Serra desafiou o PT a promover um debate ético durante as eleições presidenciais de outubro. O governador disse que sua gestão em SP não "cultivou escândalos, malfeitos, roubalheira".

"Nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito", disse numa referência indireta a escândalos que atingiram o PT, como o mensalão.

No PT, o sentimento é o de que episódios como o mensalão e o caso dos "aloprados" não impedem que a legenda enfrente o debate sobre ética proposto pela oposição. Em entrevista ao jornal "Estado de S. Paulo", Dilma disse que o debate "é muito bom" para a sua candidatura.

"Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ficavam debaixo do tapete, ninguém apurava", disse a pré-candidata.

Por: Gabriela Guerreiro

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