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Governistas insistem em votar reforma tributária mesmo sem acordo

Governistas insistem em votar reforma tributária mesmo sem acordo

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Governistas insistem em votar reforma tributária mesmo sem acordo

Líderes de partidos da base aliada ao governo reuniram-se, na tarde de hoje (27)com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir empenho na votação da reforma tributária a partir da próxima semana. "Queremos votar a reforma porque é bom para a economia brasileira. A disposição do governo é votar a matéria o quanto antes", disse o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), após a reunião com Chinaglia.

Segundo Fontana, o governo aceita negociar com a oposição alguns conteúdos da proposta para votá-la nos próximos dias. Ele informou que, na terça-feira (2), os aliados terão nova reunião com os líderes da oposição para buscar acordos.

Fontana afirmou que, se não se chegar a um acordo e a oposição obstruir as votações na Casa, vai dificultar a apreciação da reforma tributária.

O vice-líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), informou que os líderes da base foram dizer a Chinaglia que querem votar a reforma na próxima semana. Barros disse que as negociações com a oposição vão prosseguir nos próximos dias na tentativa de fechar um acordo em torno do relatório do deputado Sandro Mabel (PR-GO). "Ainda faltam entendimentos em alguns pontos do texto a serem votados."

"Devemos continuar perseguindo a votação da reforma. Temos que levar o texto principal para votação no plenário", disse o líder do PR, Luciano Castro (RR). Segundo ele, a batalha da reforma vai se dar na votação das emendas e destaques, onde são feitos os ajustes e resolvidos os interesses dos estados, dos governadores, dos prefeitos e dos empresários.

Castro ressaltou que, para o governo, a votação neste ano, pelo menos do texto principal, vai sinalizar positivamente para a economia. O líder reconheceu que há posições discordantes sobre a matéria, mesmo dentro da base governista, por causa da complexidade do assunto. Ele disse que, votando-se o texto principal, a votação dos destaques pode se der em fevereiro ou março do ano que vem.

O líder do PSDB, José Anibal (SP), criticou mais uma vez a pressa dos governistas em votar a reforma neste ano, em um momento de crise internacional, cujos efeitos no Brasil ainda não podem ser previstos. "Uma das piores coisas dos aliados do governo está sendo transformar a reforma tributária em uma rinha política com São Paulo", afirmou Aníbal. "Vão [os aliados do governo] tumultuar o processo o máximo, mas não vão conseguir votar."

Antes de ter início a votação da reforma tributária, o Plenário da Câmara terá que votar pelo menos duas medidas provisórias, a 440 e a 443, que foram alteradas nas votações do Senado Federal. Como essas matérias estão trancando a pauta, nenhuma outra proposta poderá ser votada antes delas.

A oposição promete obstruir já as votações das duas medidas provisórias. Outras três MPs aguardam votações no Senado e, se forem alteradas, voltam para novas deliberações da Câmara. Com obstrução, tem-se levando mais de sete horas para votar uma MP na Câmara.

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