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Governo corrige tabela do IR em 4,5% e cria regra até 2015, diz ministro

Governo corrige tabela do IR em 4,5% e cria regra até 2015, diz ministro

Atualizado: Domingo, 13 Março de 2011 as 9:02

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta sexta (11) que o governo decidiu criar uma regra de correção da tabela do imposto de renda que valerá para os próximos quatro anos.A regra estabelecerá um índice com base no centro da meta de inflação e deverá ser fixada por meio de medida provisória a ser editada "nos próximos dias", segundo o ministro. A MP estabelecerá também um reajuste de 4,5% da tabela do IR para este ano, disse Carvalho.

"Para este ano, está definido que será 4,5%. No mesmo instrumento, deve haver o reajuste de 4,5% e a política de quatro anos", afirmou Carvalho. Com o reajuste da tabela em 4,5%, a faixa de isenção do IR passa de R$ 1.499 para R$ 1.566.

O ministro explicou a decisão de manter a correção do IR nos próximos anos com base no centro da previsão de inflação dizendo que o governo não pode admitir de antemão a possibilidade de não cumprir a meta.A criação de uma política de correção da tabela do IR para os próximos quatro anos foi reivindicada pelas centrais sindicais durante reunião na manhã desta sexta com a presidente Dilma Rousseff.

Segundo os sindicalistas, a regra seria uma espécie de "compensação" para a correção da tabela em 4,5% - eles reivindicavam 6,46%.

"Eles aceitaram o índice proposto pelo governo [4,5%] em troca do estabelecimento de uma política de quatro anos de reajuste do imposto de renda", afirmou o ministro.

Faixas do IR

Segundo Gilberto Carvalho, o governo também admite rediscutir as faixas salariais do Imposto de Renda com o objetivo de reduzir os encargos tributários.

O ministro não quis dar detalhes sobre as possíveis mudanças nas faixas do IR, mas adiantou que a alíquota máxima, de 27,5%, será mantida.

"A presidente acolheu a possibilidade de rediscussão das faixas [do imposto de renda]. Ela vê com simpatia a possibilidade de estabelecer maior progressividade ao reajuste do IR. [...] A alíquota de 27,5% não vai mudar", disse.  

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