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Governo pede pressa na votação da reforma tributária

Governo pede pressa na votação da reforma tributária

Atualizado: Quinta-feira, 6 Novembro de 2008 as 12

Governo pede pressa na votação da reforma tributária

O governo federal reiterou hoje à base aliada o pedido de aceleração da votação da reforma tributária. Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), a expectativa é de que o projeto seja levado a plenário dentro de três ou quatro semanas. Faltam menos de dois meses para o Congresso entrar em recesso.

A reforma tributária foi tratada em reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, José Múcio, líderes da base aliada e o relator e o presidente da comissão especial que analisa o projeto.

"O presidente ressaltou que quer a votação da reforma, que o governo quer votar a reforma e que ela é importante do ponto de vista da economia do país. Nós, como base, saímos dessa reunião com o compromisso de votar a reforma tributária ainda neste ano", relatou Fontana. ."Espero encontrar apoio inclusive da oposição para votar essa reforma na Câmara Federal ao longo das próximas semanas."

Fontana reconheceu que a pressa é resultado da crise financeira internacional. No começo de outubro, em reunião do Conselho Político, o presidente Lula havia pedido aos parlamentares aliados para acelerar a votação da reforma tributária e do Fundo Soberano.

"Na crise, a reforma cresce em importância. A estimativa dos técnicos da Fazenda, do ministro Mantega, da nossa equipe econômica é que o ritmo de crescimento pode aumentar 10% só por conta de uma nova estrutura tributária", afirmou o deputado, frisando que o projeto simplifica o sistema, reduz a carga tributária de investimentos e sobre a folha de pagamentos e acaba com a guerra fiscal.

Questionado se a oposição de governadores influenciaria as bancadas, ele disse que a resistência maior é apenas da bancada paulista. "O que sinto é que há uma postura mais crítica de um único governador, que é o de São Paulo [José Serra]. Vamos ainda tentar negociar, evidente, com a bancada de São Paulo", disse Fontana.

O parlamentar reafirmou, no entanto, a urgência do governo federal: "Temos a decisão de votar. Não posso passar dez anos debatendo um assunto para ter unanimidade de votos num plenário. A democracia, às vezes, também exige votações e constituição de maiorias".

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