Governo quer 'terceirizar' prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande

Governo quer 'terceirizar' prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande

Atualizado: Terça-feira, 17 Maio de 2011 as 4:20

O governo de Mato Grosso se dispôs a assumir a administração dos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, a partir do novo modelo de gestão, que consiste na parceria com Organizações Sociais (OSs), a pedido dos próprios prefeitos dos dois municípios, Chico Galindo (PTB) e Murilo Domingos (PR), respectivamente. A definição deve sair após reunião do governador Silval Barbosa (PMDB) com os dois gestores, já agendada para a tarde desta terça-feira (17).   Como a situação da saúde é caótica, o governador afirmou que, assim que o Governo se responsabilizar pelas unidades de pronto-atendimento das duas maiores cidades mato-grossenses, irá determinar ao secretário de Saúde, Pedro Henry (PP), que realize processo licitatório para a contratação de uma OS. No entanto, para resolver de imediato alguns problemas, a administração estadual vai encaminhar os pacientes em estado grave aos hospitais privados conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e o Hospital Santa Helena.

Além disso, deverão ser contratados alguns médicos para uma espécie de mutirão e atender a alta demanda no setor. Silval disse reconhecer que os repasses feitos aos prontos-socorros têm sido insuficientes. Mensalmente o governo destina R$ 3,6 milhões a Cuiabá e R$ 1,2 milhão a Várzea Grande.

"Os problemas da saúde não são de agora. Faltaram investimentos nessa área", admitiu o governador, ao argumentar que está sendo elaborado projeto para fechar convênios com 35 hospitais regionais, como alternativas para reduzir o fluxo de pacientes do interior do Estado que buscam tratamento na capital.

As medidas foram discutidas em conjunto com todos os poderes constituídos. Participaram da reunião, no Palácio Paiaguás, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira; presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), bem como o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Valter Albano, o defensor-geral André Prieto e representantes do Ministério Público Estadual (MPE).        

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