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Governos anteriores condenaram Brasil a "ficar de joelhos", diz Dilma

Governos anteriores condenaram Brasil a "ficar de joelhos", diz Dilma

Atualizado: Segunda-feira, 28 Junho de 2010 as 7:44

Uma semana depois de participar da convenção de Geddel Vieira Lima (PMDB), adversário do candidato à reeleição ao governo estadual Jaques Wagner (PT) na Bahia, a candidata a Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, disse neste domingo (27), na convenção do Partido dos Trabalhadores que oficializou a candidatura de Wagner no estado, que os governantes anteriores haviam ''condenado o Brasil a ficar de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional (FMI)''.

Durante seu discurso, a petista disse que o país ficou ''sem crescimento econômico, sem emprego e sem política social.'' Ela disse ainda que ''deixaram o povo sem luz elétrica'' e que ''não houve uma política habitacional durante 25 anos''. De acordo com ela, este é o motivo para ''o povo ficar se perguntando diante das catástrofes''.

Dilma manteve durante um bom tempo de seu discurso o tom de comparação com os governos anteriores. ''Nós saímos de uma era de estagnação de desemprego e desigualdade. O Brasil cresce com taxas que parecem até taxas chinesas'', disse ela, lembrando que o país pagou a dívida externa, acumulou US$ 250 bilhões em reservas e emprestou dinheiro para a Grécia.

A ex-ministra fez elogios a Jaques Wagner e o chamou de ''galego'', apelido pelo qual também é chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Eu, você, o presidente Lula somos irmãos de alma, do mesmo projeto de transformação da Bahia e do Brasil'', disse Dilma.

Palanque duplo

Na chegada à convenção, a candidata petista falou sobre o palanque duplo no estado. Ele disse que está em uma coligação entre PT e PMDB. ''Aqui na Bahia nós gostaríamos muito que houvesse uma chapa única. Mas não ocorreu''. De acordo com ela, seu partido é o do Jaques Wagner e o do vice Michel Temer (PMDB) é o do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Então ela disse esperar o apoio de ambos. ''Mas como não voto aqui, você não pode me perguntar em quem eu votaria'', disse ela.

Também durante a coletiva, Jaques Wagner disse que Dilma não foi pedir votos para dois candidatos ao governo do estado. ''São dois que estarão pedindo votos para ela. Ela não veio aqui para pedir voto para candidato à governador. Ela veio aqui para participar da convenção. E PT e PMDB pedirão votos para ela. Não veio pedir voto nem para mim e nem para outro candidato'', disse.

Pesquisa

Sobre a liderança na última pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira (23) em que ela aparece liderando as intenções de voto, Dilma voltou a dizer que não é prudente subir no ''salto alto'' ou sentar antes na cadeira.

''Vocês lembram bem que quem sentou antes na cadeira perdeu a eleição. Até foi desinfetada a cadeira'', disse a petista em possível referência ao tucano Fernando Henrique Cardoso, que foi fotografado na cadeira de prefeito de São Paulo, em 1985, e acabou perdendo as eleições para Jânio Quadros.

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