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Grávida morta em tentativa de assalto será enterrada em SP

Grávida morta em tentativa de assalto será enterrada em SP

Atualizado: Sexta-feira, 11 Janeiro de 2013 as 9:08

 

O corpo da secretária Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, que foi baleada na cabeça em uma tentativa de assalto na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, deve ser enterrado na tarde desta sexta-feira (11) em um cemitério em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Ela, que estava grávida de 9 meses, foi atingida na cabeça na noite de terça-feira (8) após estacionar o carro próximo ao condomínio onde morava.
Daniela teve morte cerebral atestada às 15h08 por médicos do Hospital Municipal do Campo Limpo. A família da secretária decidiu doar seus órgãos. Nascida por cesariana de emergência, a menina Gabriela deixou a Unidade de Terapia Intensiva neonatal do centro médico na quinta. Ela recebeu alta da UTI e passa bem.
 
Câmeras de prédios próximos do local onde  Daniela foi baleada filmaram os suspeitos de ter praticado o crime. O vídeo e o retrato falado de um dos suspeitos foram divulgados nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil.
Uma testemunha do crime descreveu um dos suspeitos. Pela descrição, ele é um homem de cerca de 19 anos, pardo, com 1,75 metro, cabelo raspado e rosto fino. Quem tiver informações sobre o paradeiro dele pode ligar para o Disque-Denúncia, no número 181. O anonimato é garantido.
Segundo vizinhos de Daniela, nos últimos meses houve um aumento no número de assaltos na região. "Eles preferem as mulheres. Eles levam o carro ou a bolsa", declarou uma moradora, que não quis ter o nome divulgado. A Polícia Militar reforçou o policiamento para coibir a ação dos criminosos na região.
 
Protesto
Na tarde desta quinta, centenas de pessoas fizeram um protesto no bairro onde Daniela morava. Eles caminharam, fizeram um minuto de silêncio em frente ao seu prédio e rezaram.
“Todo mundo está muito abalado, muito triste, indignado com essa violência. A Dani não é a primeira que morre e não será a última que vai morrer por causa da violência”, afirmou o cunhado da vítima, Gilsemar Oliveira. “Quantos mais vão precisar morrer para os governos tomarem uma atitude?”
 

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