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Greve dos policiais civis do Ceará será mantida, diz sindicato

Greve dos policiais civis do Ceará será mantida, diz sindicato

Atualizado: Sexta-feira, 2 Dezembro de 2011 as 9:31

Reunião com governador Cid Gomes não tem

hora marcada, diz diretor geral do sindicato

(Foto: Sinpoci/ Divulgação) Os policiais civis do Estado do Ceará decidiram permanecer em greve em assembleia nesta quinta-feira (1), 46 dias após retomarem a paralisação. Segundo Ernani Leal, secretário geral do sindicato dos policiais civis do Ceará (Sinpoci), a categoria decidiu também que vai entrar com ação de improbidade administrativa contra o Governo do Estado por conta de cortes nos salários dos grevistas. “Vamos intensificar campanhas no rádio e na TV para mostrar a situação da segurança pública”, adianta.

O secretário geral informou que o sindicato vai dar início à “operação legalidade” a partir desta sexta-feira (2). “Todo procedimento de flagrante dentro da delegacia só será feito com a presença do delegado”, explica. Segundo ele, os flagrantes estavam sendo feitos apenas com a presença de escrivães e policiais, o que não condiz com a função desses profissionais. Reunião sem hora marcada

Nesta sexta-feira, os policiais em greve têm uma reunião agendada com o governador Cid Gomes no Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado, em Fortaleza, mas, segundo o sindicato, não foi marcado nenhum horário com o governante. “Representantes da diretoria vão pela manhã esperar na recepção do palácio até que o governador nos receba”, diz Ernani. A próxima assembleia da categoria está marcada para a sexta-feira (9).

Reivindicações

Esta é a segunda paralisação dos policiais civis este ano. Uma das principais reivindicações da categoria é o salário. Um agente em início de carreira recebe R$ 2,1 mil e os policiais defendem um salário de R$ 4,6 mil, que é o equivalente a 60% do salário de um delegado. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci), o reajuste poderia ser concedido em parcelas até o fim do atual governo, em 2014.

Os policiais também reclamam da quantidade de presos nas delegacias. Somente no 34º Distrito Policial, em Fortaleza, 48 homens ocupam uma cela para 16 pessoas. Eles alegam ainda que o os 1800 policiais civis no Ceará são insuficientes. A primeira greve foi suspensa quando o governador se comprometeu a negociar com a categoria, mas depois de quatro meses, nenhum encontro foi realizado.

A presidente do Sinpoci, Inês Romero, afirmou que a Polícia Civil, não pode dar um embasamento a um inquérito policial e nem ao judiciário da maneira que está atualmente. “A gente está prezando para que a sociedade viva melhor e com segurança, porque o bandido agora está atuando no meio das ruas e é isso que a gente quer tirar”.

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