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Greve na rede estadual de saúde de MG afeta atendimento em hospitais

Greve na rede estadual de saúde de MG afeta atendimento em hospitais

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 3:59

Funcionários da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (12) em frente à Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte. Enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, psicólogos, pedagogos e fonoaudiólogos estão em greve desde a última quinta-feira (5). O movimento afeta o atendimento na maternidade e em outras unidades de saúde da capital. A Fhemig informou que registrou, nesta semana, ocorrências de descumprimento da escala mínima de 30%, que foram denunciadas ao Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais.

De acordo com informações da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), quem procurou atendimento no Hospital Infantil João Paulo II nesta quinta-feira (12) encontrou cartazes fixados na porta informando que o local estava fechado e que seriam atendidos somente casos de pacientes com "risco iminente de morte". Em relação ao hospital infantil, a assessoria da Fhemig informou que os servidores estão tratando apenas casos de urgência e emergência, o que torna o atendimento mais lento.

Segundo informações da Fhemig, o atendimento de técnicos de enfermagem está reduzido no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e no Hospital Júlia Kubtsheck. Médicos não estão em greve, de acordo com a assessoria da Asthemg.

Impasse

De acordo com a Asthemg, a paralisação é um protesto contra demissões de funcionários contratados pela Fhemig. A associação reclama de uma lei aprovada em 2009, que determinou que funcionários contratados diretamente pela fundação fossem substituídos por concursados."Tem gente com mais de 20 anos de casa. Eles vão ser mandados embora sem direito a nada, nem indenização", diz a assessora da Asthemg, Marcela Frattezi. Ainda de acordo com a assessoria, a categoria quer fazer um acordo com o governo para que estas pessoas recebam uma indenização.     A assessoria da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag), responsável pelas negociações com a categoria, informou, por meio de nota, nesta quinta-feira (12), que “cumpre rigorosamente todos os direitos previstos na legislação e nos contratos assinados com os trabalhadores temporários da Fhemig. No entanto, em reconhecimento à importante contribuição desses servidores, por determinação do governador Antonio Anastasia, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) anuncia o pagamento da diferença percebida pelos contratados em relação ao vencimento dos servidores efetivos em igual função no período de junho de 2009 até o término do contrato”.

No dia 5 deste mês, início da greve, a Seplag justificou que os trabalhadores foram contratados há dois anos e estão sendo substituídos por funcionários concursados que foram nomeados para assumir os cargos. Ainda de acordo com a secretaria, a substituição foi definida pela Lei 18.185/2009 e, no momento do contrato e da publicação da lei, os funcionários foram avisados sobre a substituição.        

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