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Grevistas mantêm ocupação e Fórum João Mendes permanece com atividades suspensas

Grevistas mantêm ocupação e Fórum João Mendes permanece com atividades suspensas

Atualizado: Sexta-feira, 11 Junho de 2010 as 9:50

Servidores em greve do Judiciário paulista que invadiram na quarta-feira o Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, mantêm a ocupação, e o local permanece com as portas fechadas nesta sexta-feira.

Segundo a assessoria do TJ-SP (Tribunal de Justiça), cerca de 30 pessoas ainda estão no local. Os servidores reivindicam a recomposição de perdas salariais, com um reajuste de 20,16%, além da suspensão do desconto de dias não trabalhados nos salários.

A tramitação de 2,5 milhões de processos está interrompida nas 70 varas que compõem o fórum, e as cerca de 23 mil pessoas que procuram atendimento diariamente no local não têm acesso ao edifício.

Os casos urgentes, que deveriam ser ajuizados no Fórum João Mendes, podem ser julgados por juízes dos fóruns regionais.

Durante a tarde de ontem, uma comissão formada pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e pelos deputados estaduais Major Olímpio (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL), além de representantes dos servidores, foi recebida por auxiliares do presidente do TJ-SP, Antonio Carlos Viana Santos, para negociar a desocupação do prédio. Não houve acordo.

Greve política

O secretário do governo paulista Luiz Antonio Guimarães Marrey (Casa Civil) classificou de política a greve dos servidores. Segundo ele, o governo sancionou no mês passado o plano de cargos e carreira, uma das principais reivindicações dos grevistas.

''É uma greve feita por um setor absolutamente minoritário. O Judiciário paulista está funcionando com absoluta normalidade'', afirmou Marrey, citando a presença de deputados da oposição na invasão do Fórum João Mendes.

Marrey, que até março deste ano era secretário da Justiça do então governo José Serra (PSDB), afirmou que outros pedidos dos grevistas, como o reajuste de 20,16%, não podem ser atendidos por causa da lei eleitoral.

Para o secretário, a invasão não é um assunto que deve ser tratado pelo governo estadual. ''É um problema dos servidores do Judiciário e do tribunal. Apesar disso, o governo lamenta a truculência da invasão.''

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