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Guardas municipais fazem protesto por causa da morte de quinto servidor

Guardas municipais fazem protesto por causa da morte de quinto servidor

Atualizado: Quarta-feira, 2 Junho de 2010 as 11:56

Pelo menos 150 guardas municipais fazem um protesto em frente à prefeitura de Curitiba na manhã desta quarta-feira (2). O protesto é pela morte de um guarda municipal na noite de terça-feira (1º). De acordo com a Polícia Militar (PM), Joel Franklin , 45 anos, foi encontrado morto no posto da Guarda Municipal do Parque Barreirinha, por volta das 19h30. Ele foi morto com um tiro na cabeça e a arma particular foi roubada, segundo a PM. Franklin foi o quinto guarda municipal assassinado no período de um ano em Curitiba.

A primeira morte ocorreu em junho de 2009 , quando um guarda municipal foi espancado em casa, no bairro Abranches. Em julho de 2009, outro servidor foi morto a tiros dentro da Unidade de Saúde São José, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde trabalhava. O terceiro assassinato foi registrado em setembro do ano passado, quando um guarda municipal estava de plantão no Centro Municipal de Urgências Médicas da CIC. E a quarta morte foi registrada em novembro de 2009 enquanto trabalhava na Escola Municipal Senador Enéas Faria, no bairro Cajuru.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), o guarda municipal trabalhava sozinho no local e é comum que o patrulhamento seja feito por apenas um servidor. Dessa forma, um dos objetivos do protesto é pedir que os guardas municipais trabalhem em duplas.

A concentração dos guardas municipais ocorreu em frente à sede da instituição, na Rua Presidente Faria, no Centro do capital, por volta das 9 horas. Os servidores caminharam até a frente da prefeitura e prometem seguir com o protesto, pelo menos, até as 14 horas desta quarta-feira.

Além disso, os guardas municipais querem que ocorra a troca do comando da instituição. O secretário da Defesa Social é o coronel Itamar dos Santos. “Há algum tempo pedimos mais segurança para a Guarda Municipal e não fomos atendidos”, afirmou a presidente do Sismuc, Marcela Alves Bomfim.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba informou que a Secretaria da Defesa Social vai se manifestar sobre o caso apenas após o encerramento do inquérito policial aberto para investigar as circunstâncias da morte do guarda municipal.

Segundo a assessoria da prefeitura, haverá uma reunião com representantes da guarda municipal, às 14 horas.

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