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Habeas corpus de suspeito no caso Mércia pode ser julgado nesta quinta

Habeas corpus de suspeito no caso Mércia pode ser julgado nesta quinta

Atualizado: Quinta-feira, 22 Julho de 2010 as 9:19

O Tribunal de Justiça de São Paulo pode julgar nesta quinta-feira (22) o pedido de habeas corpus feito pela defesa do vigia Evandro Bezerra Silva, preso há 13 dias por suspeita de envolvimento no assassinato da advogada Mércia Nakashima. Para o defensor do vigia, a prisão temporária é ilegal.

De acordo com o advogado do vigilante, José Carlos da Silva, os argumentos usados pela Polícia Civil para prender Evandro não têm fundamentação.

“Alegaram que Evandro foi preso porque faltou a um depoimento. Mas como ele pode ter faltado a um depoimento se não havia sido comunicado que deveria depor no DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa]? Ele estava viajando a passeio com a família em Sergipe. A prisão dele é ilegal”, afirmou o advogado nesta quarta-feira (21) ao G1 , durante visita que fez ao segurança na carceragem onde ele está detido atualmente, no 1º Distrito Policial em Guarulhos, na Grande São Paulo. Evandro foi preso em 9 de julho em Sergipe. Lá, ele deu dois depoimentos. Para a polícia sergipana, alegou inocência e nenhum envolvimento na morte de Mércia. Depois, em uma oitiva gravada para a polícia paulista, contou que o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza matou a ex por ciúmes em 23 de maio numa represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, e que ele ajudou o suposto criminoso a fugir do local.

Depois, escreveu uma carta, publicada pelo G1 na segunda-feira (19), informando que só havia acusado Mizael porque fora torturado pela polícia de Sergipe. As autoridades nordestinas negam a denúncia.

Dos dois suspeitos pelo crime, só Mizael continua solto. Apesar disso, o advogado também foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele nega o crime.

Após desaparecer da casa dos avós, em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho na represa de Nazaré Paulista. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) mostra que ela morreu afogada. Um dia antes, seu veículo foi localizado submerso no mesmo local, após denúncia feita por um pescador.

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