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Hélio Costa critica investimentos do governo Aécio Neves

Hélio Costa critica investimentos do governo Aécio Neves

Atualizado: Terça-feira, 21 Setembro de 2010 as 9:18

O candidato ao Governo de Minas Hélio Costa (PMDB) continua não citando o ex-governador Aécio Neves em seus discursos de campanha, mas criticou duramente a construção do Centro Administrativo de Minas, que é considerada umas das principais marca da gestão do tucano no estado. A crítica foi feita durante o debate entre os candidatos ao governo de Minas, realizado na noite desta segunda-feira (20), na sede da TV Record Minas, em Belo Horizonte.

Para Costa, os recursos aplicados na obra de mais de R$ 1 bilhão poderiam ter mudado o perfil da saúde em Minas e seria o suficiente para ampliar o atendimento médico em todo o estado: “Com o dinheiro gasto nessa obra, seria possível construir 800 unidades de pronto atendimento, uma em praticamente todas as cidades mineiras. Eu trocava essa obra pela prioridade do bem-estar social”, declarou.

A construção do Centro Administrativo, feita com o objetivo de reunir todas as secretarias e órgãos de governo num único local, foi destaque nas propostas de governo do segundo mandato de Aécio Neves. Foi construído em tempo recorde para que o ex-governador pudesse inaugurá-la antes de sua descompatibilização do governo para disputar o Senado. A inauguração da obra foi o último ato público de Aécio como governador e sua construção é comparada às grandes obras arquitetônicas do país, como fez Juscelino Kubitschek no projeto da Pampulha em Belo Horizonte e na inauguração de Brasília. Assim como nessas obras, o projeto arquitetônico também foi do renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

À medida em que a campanha vai se aproximando do fim, Hélio Costa tem aumentado às críticas à atual gestão do estado. Sem citar diretamente Aécio, o peemedebista tem afirmado que o governo de Minas investiu mal em diversas áreas e que priorizou obras e publicidade. “O governo do Estado gastou mais de R$ 600 milhões em publicidade para divulgar suas realizações. Novamente, esse dinheiro poderia mudar a fase da saúde no estado”, disse. “Eu nem questiono a questão de divulgar as ações, mas a maior parte desse dinheiro foi gasta em três ou quatro veículos de imprensa em Minas Gerais e o interior foi esquecido”, completou.

Durante sua fala, Anastasia preferiu repetir seu discurso de que é candidato de um “projeto vitorioso” em Minas e que “vem recebendo o reconhecimento de prefeitos de todos os partidos e do Governo Federal”. Sobre a construção do Centro Administrativo, o tucano defendeu que o dinheiro não veio do tesouro do Estado, mas da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), que é ligada ao governo de Minas, e que os investimentos serão recuperados em dez anos com a economia de R$ 92 milhões com os aluguéis de unidades que a administração pública precisava pagar.

Sobre os investimentos na saúde, numa resposta direta ao peemedebista, Anastasia se limitou a dizer, ao ser questionado por um jornalista sobre o que irá fazer para melhorar a saúde em Minas que “em oito anos o estado evoluiu muito com a reforma de 128 hospitais e que, mesmo assim, ainda há muito a ser feito, pois a política pública de saúde é de demanda infinita”. “Nosso esforço estadual é levar a saúde mais próxima às pessoas”, disse.

Anastasia teve um pedido de resposta aceito

Anastasia também teve um pedido de resposta aceito pela coordenação do debate quando o Hélio Costa afirmou que a obra do Anel Rodoviária de Belo Horizonte estava atrasado porque a Secretaria de Estado do Meio Ambiente levou três anos para apresentar um projeto para a área. Em sua resposta, Anastasia disse que precisava esclarecer que o Tribunal de Contas da União (TCU) é que tinha embargado a obra por “suspeita” de superfaturamento no projeto apresentado pelo Governo Federal.

Apesar da contundência de Hélio Costa e do ar contemplativo de Anastasia, o candidato do PV, Luiz Carlos também conseguiu usar a palavra para criticar o que chamou de censura das pesquisas de intenção de votos e do cerceamento da imprensa mineira pela administração tucana. “Há censura nas pesquisas. Um parente meu foi consultado por um pesquisador identificado, mas meu nome não constava. A pesquisa era claramente ‘estimulada’ para privilegiar as candidaturas que são apoiadas por grandes grupos financeiros porque são esses grupos que financiam essas pesquisas”, disse.

Além de Costa, Anastasia e Luiz Carlos, esteve presente ao debate o candidato José Fernando, do Partido Verde. Edílson Nascimento (PTdo B), que havia confirmado a presença, alegou problemas particulares, e assim como já havia feito no debate da Band Minas não compareceu. O próximo encontro televisivo entre os candidatos está marcado para sexta-feira (26), na TV Alterosa, filiado da SBT em Minas.

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