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Homem agride mulher por ter ido a festa sozinha em Salvador, diz polícia

Homem agride mulher por ter ido a festa sozinha em Salvador, diz polícia

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 9:24

Uma mulher de 26 anos foi agredida com socos e pontapés, segundo a polícia, por seu companheiro, que teria se irritado porque a jovem foi para uma festa na noite de quinta-feira (12), em Salvador. Ainda de acordo com a polícia, o homem chegou em casa por volta das 21h30 e não encontrou a mulher, que tinha saído para ir a uma festa no bairro da Liberdade sem informá-lo.

Ele não teria gostado da ausência da mulher e saiu para procurá-la. O homem encontrou a vítima quando voltava para casa, também na no bairro da Liberdade. Segundo a polícia, a agressão começou no meio da rua. A mãe da vítima fez a denúncia à polícia, que o flagrou em casa.

O suspeito, de 30 anos, foi preso por policiais militares e levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no bairro do Engenho Velho de Brotas. Segundo a unidade policial, ele responderá por lesão corporal, com base na Lei Maria da Penha. O casal vive junto há cinco anos e tem uma filha de seis.

Os socos e pontapés provocaram lesões no tórax da jovem, que foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Estado (HGE). De acordo com o posto policial da unidade de saúde, a jovem foi atendida e deve ficar internada por pelo menos três dias.

Outro caso na capital

  O delegado plantonista e policiais da 5ª Delegacia do bairro de Periperi, em Salvador, flagraram um policial militar espancando a mulher, quer seria sua amante, na noite de segunda-feira (9), na Estrada Velha de Periperi, no subúrbio da capital.

Os policiais civis encaminharam o agressor para a Deam, de onde foi liberado em seguida porque a vítima não aceitou prestar queixa, alegando dependência financeira do companheiro.

O delegado que efetuou a prisão mostrou indignação sobre o caso. “Ele quebrou os lábios, a cabeça e o corpo dela deveria ter hematomas. Ele deflagrou, deferiu muitos murros. Pode ser que isto daqui não seja crime, mesmo porque ela não é filha de delegado, de um juiz, de um promotor, talvez se fosse isto seria tipificado como crime", disse.

Feira de Santana

Um homem é suspeito de ter agredido a companheira , na sexta-feira (6), com murros e golpes de tesoura em Feira de Santana, a 100 Km de Salvador. Ele foi detido em flagrante, no Hospital Geral Clériston Andrade, quando foi visitar a mulher.

A vítima, que tem 35 anos, registrou ocorrência na manhã de terça-feira (10), após receber alta médica. A mulher relatou que a agressão começou quando ela pediu para o rapaz acordar para trabalhar. “O coroa veio aqui para dormir e de manhã cedo eu iria com ele trabalhar. Eu fui acordar, ele não gostou e me deu um murro. A gente começou a discutir, eu fui em cima dele ainda, porque ele me ofendeu com palavras, aí eu caí e ele começou a me dar vários golpes de tesoura", descreve.

Segundo a vítima, o homem não a ameaçou de morte, mas contou crimes antigos no momento da agressão. "Ele contou as coisas que ele já fez. Quando eu estava deitada na cama, ele pensou que eu estava morrendo, aí falou que tinha engarguelado a mãe do filho dele e parou quando viu que ela ia morrer. Falou também que o primeiro crime dele foi um menino de sete anos, falou que tinha uma arma para ele pegar e matar o primo de minha menina", relata.

A vítima comenta ainda que foi ao banheiro dizendo que iria dar banho no filho e conseguiu pedir socorro. "Eu consegui ligar para minha colega porque o celular estava na cama. Quando minha colega chegou, ele falou que ia dizer que eu tava dormindo, depois mandou eu dizer que eu mesma que tinha me furado com a tesoura", diz.

De acordo com a delegada Martine Veloso, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, o homem vai responder por tentativa de homicídio e pode pegar 12 anos de prisão. Ainda de acordo com a investigação da polícia, o suspeito passou quatro anos no Centro de Atendimento ao Menor (CAM) quando era adolescente, por ter cometido um assassinato.          

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