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Homicídios caem 5% na Grande Cuiabá

Homicídios caem 5% na Grande Cuiabá

Atualizado: Terça-feira, 12 Janeiro de 2010 as 12

Os casos de homicídio sofreram uma redução de 5,28% ao longo de 2009, na Grande Cuiabá. A informação é da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apresentou ontem o balanço de casos investigados no ano passado. A redução se dá em comparação aos dados de 2008, quando 322 pessoas foram executadas, contra 305 ocorrências de 2009.

Porém, Várzea Grande sozinha apresentou uma queda de 15,96% no mesmo período, enquanto que Cuiabá teve um incremento de 0,98% nos registros. O bairro Pedra 90, localizado na periferia da cidade, manteve o histórico de ser o mais violento, com 14 homicídios.

Conforme com a DHPP, na Capital ocorreram 205 mortes violentas em 2009, contra 203 no ano retrasado. Já na Cidade Industrial, foram 100 crimes no ano passado, contra 119 em 2008.

No ranking da violência, os homens, cujo risco de morte é maior, foram as principais vítimas. No ano passado, 281 homens (92,13%) foram assassinados contra apenas 24 mulheres (7,87%). Porém, o cenário vem mudando. "Nos últimos dois meses, sete mulheres foram assassinadas", comentou o delegado titular da DHPP, Márcio Pieroni.

A maioria dos assassinatos (29,18%) ocorreu contra pessoas da faixa etária de 19 aos 25 anos. Mas foi entre zero e cinco anos e dos seis aos 12 anos que ocorreram dois casos que mais chamaram a atenção da população. No bairro Dom Aquino, Ana Carolina de Lima, 2, morreu após ser atingida por uma bala perdida disparada por gangues. No Residencial Paiaguás, Kayto Guilherme, 10, foi estuprado e morto por Edson Alves Delfino.

Ainda segundo a DHPP, o envolvimento com drogas colaborou para 143 (46,89%) mortes. Outras causas são rixa, vingança, alcoolismo, ambição, legitima defesa e o fator passional, entre outras motivações.

Já as armas de fogo estão entre os principais meios empregados e foram usadas em 221 dos casos (72,45%), seguidas das armas brancas, com 45 (14,75), e instrumentos contundentes (9,84%), como paus e pedras, além de outras formas utilizadas.

Na Capital, os bairros com maiores índices de violência foram o Pedra 90, com 14 homicídios, seguido do Tijucal, com nove. Na sequência vêm o Centro, com sete, e São Gonçalo, Altos da Serra e Planalto - os três com seis assassinatos cada. Em Várzea Grande, as regiões central e do Jardim Glória registraram 78 mortes (25%) e a do Parque do Lago, outros 22 casos (7,21%).

HORA PARA MORRER - Já o horário em que mais se matou em 2009 foi entre as 18h e 24 horas, período em que se concentraram 36,72% (112) dos crimes. A madrugada, no horário de zero às 6 horas, também foi violenta no ano passado, com 103 casos (33,77%). O dia da semana violento foi o domingo, com 72 casos (23,61%), seguido da segunda-feira, com 49 mortes (16,06%). "Geralmente tem muita liberação na segunda de cadáveres localizados", observou.

A explicação para a diminuição dos homicídios, conforme Pieroni, passa pelo trabalho desenvolvido pela equipe da delegacia. "A delegacia possui profissionais qualificados com compromisso com a sociedade em identificar e punir os atores dos assassinatos", disse.

Neste sentido, Pieroni frisou que, em 2009, 91,14% (278) dos assassinatos tiveram a autoria esclarecida. "É um dado expressivo, é record nacional", afirmou. Em 2008, o percentual de identificados foi de 81,37% (262). Em contrapartida, a polícia ainda aguarda que seja decretada a prisão de 195 pessoas, já que do total de 305 mortes (os crimes muitas vezes têm mais de um autor) foram efetuadas 82 prisões e 101 se apresentaram espontaneamente.

Por: Joanice de Deus

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