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Hospitais de Itaquera dependem de investimentos para suportar Copa

Hospitais de Itaquera dependem de investimentos para suportar Copa

Atualizado: Quinta-feira, 16 Junho de 2011 as 8:31

Vista do Pronto Socorro do Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, na Zona Leste (Foto: Roney Domingos/ G1)

  Com capacidade para 65 mil torcedores, o futuro estádio do Corinthians - que pode ser a sede paulistana da Copa do Mundo de 2014 -, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, depende de novos investimentos para que tenha, em seu entorno, o número de leitos de urgência e emergência adequados ao tamanho do evento.     Alertado por vereadores da Comissão de Política Pública da Câmara de São Paulo, o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional e coordenador do Comitê Estadual da Copa do Mundo 2014, Emanuel Fernandes, admite que a falha existe, mas afirma que há planos para solucioná-la. "Obviamente teremos um plano para ligar a região com a rede de hospitais de São Paulo. Mas esses são planos que ainda serão feitos", diz.

O futuro estádio ficará próximo ao Hospital Santa Marcelina, administrado por uma Organização Social de Saúde. O estabelecimento tem 720 leitos e faz cerca de 10 mil atendimentos por dia, consideradas todas as especialidades. Referência do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e do Grupamento Águia da Polícia Militar, o estabelecimento está no limite de atendimento.

Outro vizinho do estádio é o Hospital Waldomiro de Paula, cujo setor de urgências e emergências atendeu, no último trimestre, 5.134 casos de urgência e emergência, uma média de 57 por dia.

O deslocamento para outros hospitais da região pode ser uma alternativa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) faz atualmente 1,2 mil atendimentos por dia, seis para cada uma das 176 ambulâncias.

O Hospital Santa Marcelina diz que o pronto-socorro "atende mensalmente cerca de 35 mil pessoas, tem um quadro clínico de alta qualidade e competência, mas hoje não consegue suprir a alta demanda da região".

A instituição tem projeto de construção de um Pronto Atendimento 24 horas (ambulatório 24 horas para agilizar e ampliar o acesso da população a serviços de saúde, com a finalidade de desafogar o atendimento de urgência e emergência) e construção de um hemocentro, mas para isso depende de novos parceiros financeiros.

A Secretaria Municipal de Saúde aposta em novos contratos de Parceria Público-Privada (PPP) para ampliação e construção de novos edifícios para quatro hospitais - Alexandre Zaio, Waldomiro de Paula, Tide Setúbal e Benedito Montenegro. "A cidade ganhará aproximadamente mil novos leitos, o que significa uma ampla assistência à população, não só no período da Copa", informa a Secretaria Municipal de Saúde.

Caso esses projetos se transformem em realidade, o número de leitos passará dos atuais 1.226 para 2.206. O número de salas em centros cirúrgicos passará de 28 para 53 e o de salas de parto, de 11 para 20.

Hospital Waldomiro de Paula (Foto: Roney Domingos/ G1)            

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