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'Houve ataque, não legítima defesa', diz delegado sobre morte de jovem

'Houve ataque, não legítima defesa', diz delegado sobre morte de jovem

Atualizado: Segunda-feira, 6 Junho de 2011 as 8:58

O delegado responsável pelas investigações do assassinato do metalúrgico Alessandro da Conceição Sousa, de 23 anos, morto após uma briga de trânsito na madrugada de domingo (5) no Jardim Santa Terezinha, Zona Sul de São Paulo, disse acreditar que o principal suspeito do crime, um policial militar, não agiu em legítima defesa.

Sousa morreu ao levar pelo menos cinco tiros depois de colidir seu carro no veículo de um policial do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Segundo a mulher da vítima, que também foi baleada, Sousa já havia se desentendido com o PM, que estava de folga e à paisana, anteriormente. “Minha filha contou que meu genro discutiu com um rapaz em outro veículo. Ele [o suspeito] mostrou uma arma”, afirmou o eletricista Marcelo José Monteiro, de 40 anos, pai de Caroline Villadal Monteiro, de 19 anos.     O jovem resolveu anotar a placa do outro carro para denunciá-lo à polícia e o seguiu em alta velocidade. Ao chegar à Rua das Pirajubas, os dois veículos, um Gol e um Logan, se chocaram e o condutor do outro automóvel já saiu atirando. A versão do PM, porém, contrasta com a das vítimas. Ele afirma que o casal tentou assaltá-lo. Após a colisão, uma terceira pessoa saiu do carro de Sousa e disparou em sua direção. O policial, então, reagiu, disparando, mas o suposto atirador fugiu.

“Os carros estão posicionados numa situação que demonstra que houve um ataque, não uma legítima defesa. E pelo número de disparos, está evidenciado que não houve legítima defesa”, disse o delegado Leonardo Mendonça, do 98º Distrito Policial, no Jardim Miriam.

O PM foi preso e indiciado por homicídio e tentativa de homicídio. Ele foi levado ao presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, no próprio domingo.          

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