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Ibama investiga se garimpo ilegal avançou para Parque Nacional em MT

Ibama investiga se garimpo ilegal avançou para Parque Nacional em MT

Atualizado: Quinta-feira, 25 Agosto de 2011 as 11:33

A operação deflagrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) para coibir a extração ilegal de minérios no garimpo de Novo Astro, em Nova Bandeirantes, a 980 quilômetros de Cuiabá, completou uma semana. Agentes federais, militares do Exército e demais parceiros continuam na área, localizada no Noroeste do estado. A dimensão dos danos provocados ainda é levantada. Além dos pontos ativos onde ocorria a  escavação, o Ibama investiga a existência de 'braços' do garimpo no Parque Nacional do Juruena.

De acordo com a superintendente substituta do Ibama em Mato Grosso, Cibele Xavier Ribeiro, a localização do garimpo pode ter contribuído para que a exploração ilegal de minério tenha avançado para o interior da unidade de conservação. Isto porque geograficamente 10% da área localizam-se nos municípios de Nova Bandeirantes e Cotriguaçu, mesma região onde a atividade ilegal foi confirmada. "Esse garimpo está na zona de amortecimento do parque. Como é uma área muito grande, não há como saber onde ele começa ou termina", declarou, em entrevista ao G1 .     Conforme a superintendente, imagens de satélite vão identificar os pontos onde a extração estava ocorrendo. "É preciso um levantamento para ver se os braços do garimpo chegaram até o parque", pontuou a superintendente, acrescentando ainda que, se comprovado, a infração deve elevar em até 50% o valor da multa para o responsável pela atividade.

A gestão do Parque Nacional do Juruena está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). São 1.958.203 hectares localizados em sua maior parte em Mato Grosso. De acordo com o instituto, 60% estão concentrados no norte de Mato Grosso, sendo 971.935 hectares ou 50% da área no município de Apiacás, a 1.005 quilômetros de Cuiabá. O acesso à unidade é considerado difícil, apesar de ser realizado via aérea, fluvial e terrestre.

A permanência no garimpo não tem data para encerrar. "Estamos em fase de levantamentos e não temos previsão de quanto tempo permaneceremos. A ideia é que seja por pelo menos mais 30 dias", pontuou a superintendente do Ibama em Mato Grosso.

Dimensão

Até o momento, as autuações para os pequenos garimpeiros flagrados na região ultrapassam R$ 300 mil. O valor dos bens apreendidos, entre máquinas, veículos e outros itens utilizados no trabalho soma mais de R$ 500 mil.

Operação

A operação Bateia, para coibir a atividade ilegal no garimpo foi deflagrada no último dia 17. Até a segunda-feira (22), mais de 70 depoimentos tinham sido colhidos, 23 motores de sucção, quatro tratores e uma retroescavadeira, além de equipamentos tinham sido apreendidos.

Vinte e cinco pontos de escavação ativos foram identificados pelo Ibama. Além do instituto, a operação contou ainda com atuação do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), Exército Brasileiro, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).              

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