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IML usa digitais para identificar vítimas de queda de avião

IML usa digitais para identificar vítimas de queda de avião

Atualizado: Quinta-feira, 14 Julho de 2011 as 2:06

A identificação por meio de impressão digital só é possível em casos em que a carbonização não foi total       Os legistas do Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife devem identificar novos corpos entre as 16 vítimas do acidente aéreo com o avião L-410 da Noar Linhas Aéreas, que caiu na quarta-feira na Grande Recife. Até o momento, apenas o corpo do copiloto, Roberto Gonçalves, foi liberado para a família. A identificação ocorreu por meio das impressões digitais, que resistiram à queda, às explosões e ao incêndio da aeronave.

  A causa da morte do copiloto Roberto Gonçalves foi o politraumatismo ocasionado pelo impacto do avião com o solo. O corpo dele e das demais vítimas também foi carbonizado mas, de acordo com a gestora do IML, Joyce Breenzinckr, a morte se deu em consequência de diversas fraturas.

A médica-legista Joyce Breenzinckr antecipou que foi possível coletar impressões digitais de dez dos dezesseis ocupantes do voo Recife-Natal-Mossoró (RN), interrompido poucos minutos depois da decolagem. Em razão dessa possibilidade, Joyce Breenzinckr estima que novos passageiros ou o outro tripulante possam ser identificados ainda nesta quinta-feira.

A identificação por meio de técnica papiloscópica (impressão digital) só é possível em casos em que a carbonização não foi total. Um segundo método de identificação, explicou a médica-legista, é pela arcada dentária. Em último caso, é feito exame de DNA. De forma preventiva, todos os familiares das vítimas estão fornecendo material orgânico para possibilitar o exame de DNA.

A estimativa é a de que em até 10 dias todos os corpos estejam identificados e liberados, calcula Breenzinckr. O IML já conseguiu coletar material orgânico de todas as famílias e procura refinar o grau de parentesco para melhor identificar a pessoa. O ideal em casos de identificação é obter o material genético dos pais, em seguida dos filhos e, como terceira opção, coletar dados dos irmãos.

Como auxílio para o trabalho de identificação, os legistas também procuram informações sobre as roupas que as vítimas vestiam. Essas informações, explicou Breenzinckr, servem para ajudar no trabalho, e não são capazes de identificar um corpo. "A identificação legal só ocorre por exame papiloscópico, odontológico ou pelo DNA", disse.

O maior trabalho de um médico-legista para identificação de um corpo está em casos de carbonização (junto com estados avançados de decomposição), segundo a legista. Os corpos do acidente aéreo sofreram queimaduras de nível 4, a escala máxima. Os legistas vão precisar retirar material orgânico do tecido ósseo dos corpos. "Apenas em casos onde a carbonização não foi total será possível coletar tecido muscular", disse Breenzinckr.          

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