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Inca avalia que cigarro mais caro diminui consumo, principalmente entre jovens

Inca avalia que cigarro mais caro diminui consumo, principalmente entre jovens

Atualizado: Sexta-feira, 29 Agosto de 2008 as 12

A estratégia de aumentar impostos e os preços dos produtos derivados do tabaco é capaz de reduzir o consumo de cigarro, principalmente entre os jovens, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A chefe da divisão de controle de tabagismo do órgão, Tânia Cavalcante, destaca que a medida faz parte das recomendações do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode ter eficácia, sobretudo, em um país que produz um dos cigarros mais baratos do mundo.

"Esse é um fator que facilita o acesso dos jovens, junto com a capilaridade dos pontos de venda. Sem dúvida, o Brasil precisa avançar, já que o aumento dos preços é uma medida parte de um tratado internacional, a Convenção Quadro para Controle do Tabaco", disse a especialista em entrevista concedida nesta sexta-feira, 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Dados do Inca indicam que o tabaco responde por 45% das mortes por infarto do miocárdio, por 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema), por 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames) e por 30% das mortes por câncer.

O cigarro mata, anualmente, 5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, são 200 mil mortes a cada ano. Se a atual tendência de consumo for mantida, em 2020 a média mundial subirá para 10 milhões de mortes por ano, das quais 70% ocorrerão em países em desenvolvimento. De acordo com o Inca, essa estimativa superaria a soma das mortes por alcoolismo, aids, acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.

Tânia Cavalcante explica que, sob a ótica da saúde pública, a possibilidade de evitar que as pessoas comecem a fumar por meio do aumento do preço é uma manobra importante para evitar futuros "adoecimentos" e mortes de jovens que se tornarão dependentes caso experimentem o cigarro. A população brasileira que possui menor renda e menor escolaridade, segundo a especialista, é a que mais concentra, atualmente, a prevalência do tabagismo no país. "O bolso vai ser uma outra forma de estímulo."

Postado por: Claudia Moraes

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