Indicador mede a felicidade de uma nação

Indicador mede a felicidade de uma nação

Atualizado: Segunda-feira, 6 Setembro de 2010 as 3:26

Medir o progresso de uma comunidade ou nação através de seus índices de felicidade. É isto o que propõem o indicador FIB (Felicidade Interna Bruta), uma metodologia que surgiu em 1972, no reino do Butão, e vem despertando o interesse de um número cada vez maior de países, entre eles o Brasil.

Ontem, em Curitiba, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), realizou um seminário para discutir a aplicabilidade do FIB no Estado. A ideia é implantá-lo, através de projeto-piloto, em algumas comunidades ou empresas.

Atualmente, os indicadores de desenvolvimento mais utilizados no mundo são o PIB (Produto Interno Bruto), que avalia a produção; e o IDH (Índice de Desenvolvimento Econômico), que verifica alguns aspectos sociais ligados á educação, riqueza e expectativa de vida.

O FIB contempla nove dimensões: questões econômicas, uso do tempo, educação, cultura, saúde, bem-estar psicológico, governança, vida comunitária e meio ambiente.

“Através do FIB, o desenvolvimento é avaliado de acordo com a forma como as pessoas se inserem dentro destas dimensões. O indicador trata de uma nova maneira de produzir, consumir e viver”, diz a gestora de projetos do SESI (Serviço Social da Indústria), Diva Irene da Paz Vieira.

Segundo a coordenadora executiva do CPCE, Carla Mocellin, a tendência é que as dimensões apontadas pelo FIB sejam colocadas como meta das nações na sequência dos objetivos de desenvolvimento do milênio que, de acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas), devem ser alcançados até 2015.

“No Brasil, o FIB começa a ser conhecido agora, mas tem tudo para ser implantado. É um método que avalia o desenvolvimento baseado em valores”, diz. “Na prática, em uma determinada empresa ou comunidade, deve ser feita uma pesquisa para avaliar as nove dimensões. Posteriormente, os integrantes da própria comunidade elaboram projetos com o intuito de melhorar seus indicadores. Na sequência, uma nova pesquisa é realizada para verificar o que mudou”.

Postado por: Thatiane de Souza

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