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Inquérito de acidente com Porsche deve ser concluído em setembro

Inquérito de acidente com Porsche deve ser concluído em setembro

Atualizado: Quarta-feira, 17 Agosto de 2011 as 12:47

Motorista do Porsche prestou depoimento no final

de julho (Foto: Arquivo/G1)

  O inquérito sobre o acidente envolvendo um  Porsche que causou a morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, no Itaim Bibi, em São Paulo, deve ser concluído em setembro, segundo informou o delegado Noel Rodrigues de Oliveira Júnior nesta quarta-feira (17). De acordo com o delegado, o Instituto de Criminalística (IC) pediu um prazo de mais de 30 dias para entregar os laudos que vão identificar a velocidade do veículo no momento do acidente. Os documentos deviam ter ficado prontos no início de agosto.

“Estou aguardando apenas a chegada dos laudos para concluir o inquérito. Eles é que vão determinar a dinâmica do acidente, os danos do veículo e a velocidade”, disse o delegado ao G1 . Segundo ele, a previsão para o IC entregar os documentos é para o dia 9 de novembro. Com os laudos em mãos, o delegado pretende concluir o inquérito em cinco dias.     Depoimento

O empresário Marcelo Malvio Alves de Lima, de 36 anos, motorista do Porsche, prestou depoimento no dia 21 de agosto, no 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi. Segundo Noel Rodrigues de Oliveira Santos, ele chorou ao falar sobre o acidente. "Ele chegou a chorar na hora que ele falou de quando ele tomou conhecimento que a menina tinha falecido", afirmou o delegado.

Segundo Oliveira Júnior, o empresário contou que na data do acidente teve um dia normal de trabalho. O empresário disse à polícia que foi a um restaurante no mesmo bairro e tomou uma taça de vinho. "Ele informou que ingeriu uma taça de vinho, que nem chegou ao final da garrafa de vinho e que tomou bastante água", afirmou o delegado.

No depoimento, o empresário disse ainda que não se recorda de nada do momento do acidente. Oliveira Júnior disse que ele se lembra apenas que, momento antes, acelerou o carro porque sentiu a aproximação de duas pessoas. "Ele só se recorda de ter arrancado da Rua João Cachoeira. Arrancou de uma maneira um pouco mais contundente. Havia duas pessoas ali e ele desconfiou que poderia ser vítima de assalto", afirmou o delegado. O empresário disse à polícia que viu apenas um vulto antes da colisão. "Ele chega a dizer que viu um vulto, mas já era tarde demais, não tinha mais tempo para qualquer reação dele."

Laudos

A suspeita é que o empresário estivesse a 150 km/h no momento da colisão com o veículo da advogada. "Ele nega veementemente que estava naquela velocidade", afirmou o delegado. "Pelas fichas técnicas que eu li, esse veículo é capaz de atingir essa velocidade", disse. "Aproximadamente ele estava em uma velocidade de 50 metros por segundo. A vítima pode até ter visto o veículo dele, mas não esperava velocidade tão grande assim. Por isso, ela cruzou a via", afirmou.

Segundo o delegado, os laudos do IC deverão medir a velocidade levando em consideração o peso dos dois carros e a velocidade com que o carro da vítima foi arremessado no poste. A polícia constatou que o velocímetro do carro não travou após o acidente.          

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