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Inquérito sobre fantasmas do senador Efraim chega ao Supremo

Inquérito sobre fantasmas do senador Efraim chega ao Supremo

Atualizado: Terça-feira, 29 Junho de 2010 as 11:09

Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (28) o inquérito de quase 750 páginas que trata da investigação sobre a suposta contratação de funcionários fantasmas no gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). O processo terá como relator o ministro Celso de Mello.

Com quatro volumes de documentos, a investigação foi encaminhada ao STF para que seja apurado se há envolvimento do parlamentar no caso, que pode ser enquadrado em crimes contra a fé pública, o patrimônio, estelionato e falsidade ideológica. O G1 entrou em contato com a assessoria do senador, deixou recado e aguarda retorno.

O próximo passo na tramitação é o relator encaminhar o processo à Procuradoria-Geral da República, responsável por pedir formalmente a investigação contra Efraim ou até apresentar diretamente a denúncia.

Segundo informações da Polícia do Senado, é necessário mais prazo para concluir as investigações e o inquérito que chegou à suprema corte não faz o indiciamento das pessoas envolvidas no caso. O encaminhamento ao STF aconteceu de forma direta com base em uma resolução da Casa que rege o funcionamento da Polícia do Senado.

Na semana passada, a secretaria de Comunicação da Casa chegou a dizer que o caso teria de passar pelas mãos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas não foi o que ocorreu.

O caso

O caso começou com a denúncia das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento. Elas disseram ser funcionárias fantasmas no gabinete do senador sem saber. As irmãs dizem só ter descoberto que estavam contratadas quando uma delas foi abrir uma conta em um banco. Neste momento elas descobriram que já tinham conta bancária e ''recebiam'' um salário de R$ 3,8 mil mensais.

As duas, no entanto, dizem nunca ter trabalhado no Senado. A contratação aconteceu por meio de duas funcionárias do gabinete do senador, Mônica e Kátia Bicalho. Com base neste depoimento é que a Polícia do Senado sugere ao Supremo uma investigação direta contra Efraim. Caso o senador não estivesse sob suspeita no caso o processo correria no Tribunal Regional Federal da 1ª região, em Brasília.

Por Débora Santos

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