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Interesse de estrangeiros pelo sistema bancário brasileiro foi pouco afetado pela crise

Interesse de estrangeiros pelo sistema bancário brasileiro foi pouco afetado pela crise

Atualizado: Quinta-feira, 23 Setembro de 2010 as 2:13

O interesse de investidores estrangeiros no sistema bancário no Brasil tem se apresentado estável ao longo dos últimos anos e foi pouco afetado pelas turbulências da recente crise financeira internacional, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira , referente ao primeiro semestre de 2010, divulgado hoje (23) pelo Banco Central (BC). De acordo com o relatório, do total de 22 aprovações no período de 2006 a 2010 para a constituição de novas instituições bancárias, incluindo-se bancos de investimento, oito são de novos bancos sob controle estrangeiro.

A principal origem de capital ficou concentrada na Europa, com cinco no total. Há dois com capital asiático, sendo um banco chinês e um japonês, e um com participação mexicana. “Tais números demonstram não apenas a importância conferida ao sistema bancário brasileiro, mas também apontam efeitos diferenciados da crise entre as principais instituições financeiras mundiais, e o interesse crescente por parte de instituições asiáticas”, informa o BC.

Segundo o relatório, há atualmente cinco pedidos em exame pelo Banco Central de constituição de bancos com participação estrangeira. São três norte-americanos e dois europeus. “Há ainda número assemelhado de audiências recentes, com perspectiva de formalização de processo proximamente”.

O relatório também mostra que quatro bancos brasileiros têm agência em mais de uma praça no exterior. Há presença de instituições bancárias brasileiras em 14 países: Japão, Estados Unidos, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Bahamas, Ilhas Cayman, Espanha, Alemanha, Itália, França e Reino Unido.

“O ingresso de bancos estrangeiros no Brasil e os investimentos bancários brasileiros no exterior realçam a necessidade da integração dos esforços de supervisão entre as áreas competentes dos diversos países, de forma a evitar e/ou mitigar riscos sistêmicos em escala internacional”, diz o relatório.

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