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Investigados no mensalão do DF movimentaram R$ 2,7 bilhões, diz jornal

Investigados no mensalão do DF movimentaram R$ 2,7 bilhões, diz jornal

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

Dez pessoas investigadas no mensalão do DEM do Distrito Federal fizeram movimentações suspeitas de R$ 2,7 bilhões entre junho de 2004 e 23 de dezembro de 2009, segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ligado ao Ministério da Fazenda, informa uma reportagem publicada nesta sexta-feira (12) pela "Folha de S.Paulo."

Segundo o jornal, o análise das transações dos últimos 6 anos pode ajudar a identificar origem e destino do dinheiro do esquema de arrecadação em um suposto esquema de distribuição de propina entre os aliados do governador afastado do DF, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

O suposto esquema é investigado na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e envolve secretários, deputados distritais e empresários, além de Arruda, que está preso por tentativa de suborno a uma das testemunhas do esquema.

Já foram gerados 26 relatórios com registros de operações considerada atípicas, como saques em espécie acima de R$ 10 mil e transações superiores a R$ 100 mil. Segundo o Coaf, as movimentações foram feitas em centenas de agências de diversas instituições financeiras. Essas manifestações suspeitas continuaram mesmo depois que a operação da PF foi deflagrada, em 27 de novembro passado. O último relatório do Coaf é de 23 de dezembro e registrou R$ 240,4 milhões em operações atípicas, como informa a reportagem.

De acordo com o jornal, pessoas físicas e jurídicas, alvos de investigação, aparecem nos relatórios do Coaf, que também rastreia as operações de pessoas que mantêm ligações com os supeitos. Ter o nome citado no relatório não significa estar envolvido com ilegalidades e todos os alvos do órgão são mantidos sob sigilo.

O cruzamento de dados novos e antigos, para identificar operações incompatíveis em rendimentos declarados à Receita Federal, pode ajudar nas investigações sobre os R$ 625 mil apreendidos nas casas dos aliados de Arruda, segundo o jornal.

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