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Jarbas e Requião declaram voto contra mínimo de R$ 545

Jarbas e Requião declaram voto contra mínimo de R$ 545

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 4:51

O Senado abriu na tarde desta quarta-feira a sessão plenária que vai definir o novo valor do salário mínimo a partir de março. Como haverá ampla discussão da matéria antes da votação, o resultado só deve ser conhecido oficialmente à noite.

Os governistas estão tranquilos para a aprovação do valor de R$ 545 sugerido pelo governo federal. A expectativa é que tenham apoio de pelo menos 54 dos 62 senadores governistas durante a votação, com dissidências em partidos aliados como o PP e o PMDB. São necessários 41 votos para a aprovação do projeto.

Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Roberto Requião (PMDB-PR) declararam voto contrário aos R$ 545. Jarbas vai apoiar emenda do PSDB que aumenta o mínimo para R$ 600. Requião, por sua vez, vai aderir à emenda do DEM que eleva o valor para R$ 560.

No total, foram apresentadas oito emendas ao projeto. Somente três delas serão votadas nominalmente (com registro dos votos) no plenário: a de R$ 600, a de R$ 560 e a que retira do texto a permissão para o governo reajustar automaticamente o mínimo por meio de decreto presidencial nos próximos quatro anos.

Os governistas têm a orientação do Palácio do Planalto para derrubar todas as mudanças ao texto aprovado pela Câmara, na semana passada. A presidente Dilma Rousseff pretende sancionar o projeto até a semana que vem, para que o reajuste possa vigorar a partir de março.

Mesmo a emenda referente ao decreto presidencial, criticada inclusive por alguns governistas, deve ser derrubada sem dificuldades pelos aliados de Dilma no Senado.

FOGO AMIGO

Dilma conseguiu convencer o senador Paulo Paim (PT-RS) a apoiar o reajuste de R$ 545. O petista havia declarado voto nos R$ 560, mas foi chamado pela presidente nesta manhã para discutir a dissidência. Ela teme desgastes no Senado, provocados por membros do seu partido, se não houvesse unidade do PT na sua primeira votação de peso na Casa.

Paim disse que atendeu à presidente depois que Dilma comprometeu a discutir duas de suas principais bandeiras: o fator previdenciário e o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.

Por Gabriela Guerreiro

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