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João Durval cobra de Dilma investimento de 7% do PIB na educação

João Durval cobra de Dilma investimento de 7% do PIB na educação

Atualizado: Sexta-feira, 10 Dezembro de 2010 as 3:44

É fundamental que a presidente eleita Dilma Rousseff cumpra a promessa de investir 7% do PIB na educação. A cobrança é do senador João Durval (PDT-BA), em discurso no plenário nesta sexta-feira (10). O parlamentar lamentou o fato de o Brasil não ter registrado avanço maior no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, divulgado este ano, em razão de deficiências educacionais. O país ficou com a 73ª colocação, entre 169 países analisados, tendo o nosso IDH se elevado de 0,693 para 0,699.

Ele lamentou que, às vésperas da divulgação do Relatório de Desenvolvimento da ONU, Dilma Rousseff tenha dado declarações de que a educação não será uma de suas prioridades, por já estar "muito bem encaminhada".

Conforme afirmou o senador, o PDT sempre considerou que, para viabilizar o pleno desenvolvimento do país, nada é mais relevante do que a escolarização das crianças e dos jovens.

João Durval lembrou que seu partido atua em prol da educação desde o primeiro governo de Leonel Brizola, no Rio Grande do Sul, com a construção de milhares de salas de aula, e em seus dois governos no Rio de Janeiro, com a implantação dos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública). Ressaltou também o trabalho realizado por Darcy Ribeiro e a continuidade dessa bandeira com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Segundo parlamentar pela Bahia, os indicadores utilizados para determinar o IDH, no que tange à educação, consideram a escolaridade - média de anos de estudo das pessoas com mais de 25 anos e a expectativa de anos de estudo para crianças hoje matriculadas nas escolas, levando em conta fatores como repetência e evasão.

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU no início do mês, informou João Durval, a média de anos de estudo dos brasileiros com mais de 25 anos de idade - de 7,2 anos - é a mesma verificada em Zimbábue, país que está na última colocação no ranking do IDH. Pelo critério do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o indicador ideal seria o registrado nos Estados Unidos no ano 2000 - de 13,2 anos de estudo.

- Nosso progresso nesse indicador tem sido muito lento, com o acréscimo de um ano a cada década - lastimou o senador.

Já para crianças brasileiras que estão ingressando nas salas de aula, a expectativa é de que frequentem a escola por 13,8 anos, enquanto o parâmetro considerado ideal para o desenvolvimento humano são os 20,6 anos, como registrado na Austrália em 2002. Esse indicador, esclareceu o senador, é gravemente prejudicado pelas nossas elevadas taxas de repetência, da ordem de 18,7%, e de evasão escolar, na casa dos 24,4%.

Ele reconheceu que houve conquistas no governo de Lula com a abertura de muitas escolas técnicas, o crescimento do número de vagas no ensino superior e a busca da universalização do acesso à educação fundamental. Mas ponderou que os avanços quantitativos não significam melhorias na qualidade do ensino.

Em aparte, os senadores Augusto Botelho (sem partido-RR) e Paulo Paim (PT-RS) também afirmaram que o caminho para o país é investir em educação.

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