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Jovem criada por casal na Grande BH tem registro falso, diz polícia

Jovem criada por casal na Grande BH tem registro falso, diz polícia

Atualizado: Quarta-feira, 17 Agosto de 2011 as 3:59

A prisão de um casal suspeito de sequestrar uma menina de sete anos em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, leva a Polícia Civil a investigar outro suposto sequestro e uma denúncia de cárcere privado. De acordo com a delegada Cristina Coelli, da Delegacia de Desaparecidos, uma mulher de 24 anos que vivia com o casal também tem registro falso de filha legítima.

De acordo com a polícia, a suposta mãe biológica da jovem já foi localizada e deve passar por exames de DNA. Ainda segundo a delegada, a jovem vivia há mais de 20 anos em situação de cárcere privado, raramente saia de casa e, quando isso acontecia, era sempre acompanhada.

Ela está sob proteção policial e vai passar exames médicos e avaliações psicológicas. Na casa foram encontrados remédios controlados, que segundo a polícia, vão ser analisados e podem ser sedativos dados à jovem.     O caso foi descoberto após o casal devolver a menina de sete anos sequestrada em 7 de agosto em uma feira de artesanato no bairro Eldorado, em Contagem. No dia 10 de agosto, a criança foi deixada na porta da casa de uma mulher que cuidava dela.

O casal suspeito dos crimes foi preso na noite desta terça-feira (16) em casa em um condomínio residencial em Contagem. A mulher tem 53 anos e o companheiro, 65.

A polícia acredita que a menina de sete anos passou três dias em cárcere privado na semana passada. A criança contou detalhes da casa onde ficou presa. “A casa era bonita assim: era lugar dos cachorros, uma sala, depois a cozinha, depois outra sala, depois uma escada e dois quartos”, disse a garota.

A menina chegou a ser registrada pela dupla dois dias depois de ser levada e teve o sobrenome alterado. “Ela foi sequestrada no dia 7. No dia 9 de agosto, ela foi registrada em São Joaquim de Bicas como sendo filha do casal legitima. O prenome é o mesmo, no sobrenome houve mudanças”, disse a delegada Cristina Coelli.

Para a delegada, a mulher detida desistiu de levar o sequestro adiante depois que o retrato falado dela foi divulgado. Ela foi reconhecida e a polícia recebeu um telefonema para o Disque-denúncia.          

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