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Jovem indígena reclama da falta de debate sobre exploração sexual na proximidade das aldeias

Jovem indígena reclama da falta de debate sobre exploração sexual na proximidade das aldeias

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Único representante dos jovens indígenas brasileiros no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, Kâhu Wêrimehi, 18 anos, reclama da falta de debate sobre a exploração sexual nas áreas próximas às aldeias. O encontro reúne, no Rio de Janeiro, cerca de 300 jovens de vários países, convidados a debater o tema e apresentar soluções.

Na oficina destinada a discutir o assunto, foram convidados dois especialistas: um mexicano e, outro, canadense, que falaram sobre a população indígena e aborígene dos seus respectivos países.

"Não fomos convidados. E as comunidades indígenas brasileiras enfrentam muito a questão da exploração sexual. Na minha comunidade, Pataxó, em Porto Seguro, as meninas indígenas são aliciadas para turismo sexual. Já recebemos também várias denúncias de outras comunidades que estão sofrendo com isso, principalmente em áreas com grandes obras", alerta Kâhu.

"O único jovem indígena aqui sou eu. Não tivemos um espaço pra falar, nem uma oficina sobre a situação nas aldeias. Precisamos de todo o apoio possível para tratar esse problema. As crianças e adolescentes indígenas se tornaram alvo fácil da rede de exploração sexual."

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