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Juiz adia julgamento de ex-jogador acusado de matar ex-mulher

Juiz adia julgamento de ex-jogador acusado de matar ex-mulher

Atualizado: Terça-feira, 26 Julho de 2011 as 3:56

Janken (de boné) chega a SP após prisão em 2009

(Foto: Arquivo/Mário Ângelo/Agência Estado )

  O juiz Marcelo Augusto Oliveira, do 1º Tribunal de Júri do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, adiou o julgamento do ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, que começou por volta das 14h30 desta terça-feira (26). Segundo o magistrado, após o sorteio dos jurados, um deles manifestou “um problema de ordem pessoal que o deixou desconfortável” para prosseguir com os trabalhos. Por isso, o conselho de sentença foi dissolvido e será marcada uma nova data. O júri era formado por quatro homens e três mulheres.

Evangelista é acusado do assassinato da ex-mulher, Ana Cláudia Silva e Melo, de 18 anos, ocorrido em 22 de março de 2009 em um apartamento no Jardim da Saúde, na Zona Sul da capital paulista. Na época, ele ainda levou o filho do casal, de 1 ano e 8 meses, localizado depois com a avó paterna.     O advogado criminalista Mauro Otávio Nacif, responsável pela defesa do ex-jogador, explicou por que um homem pediu para não participar do júri. “Um dos jurados levantou a questão de que ele está em processo de separação com a esposa e não se sentia à vontade de participar de um julgamento com essas circunstâncias. Além desse motivo, o jurado também levantou que, por coincidência, morava no mesmo bairro onde ocorreu o crime”, afirmou Nacif, que pediu ao juiz que o julgamento seja remarcado para dezembro.

O promotor Marcelo Rovere e o assistente de acusação contratado pela família da vítima, José Beraldo, convocaram nove testemunhas, entre elas o vizinho que ouviu uma discussão no apartamento, a mãe de criação e uma amiga de Ana Cláudia. O advogado de defesa, Mauro Otávio Nacif, pretendia ouvir cinco testemunhas de defesa, como a mãe do acusado, uma prima e um vizinho.

Prisão

Evangelista foi preso três dias depois do crime pela polícia da Bahia, em uma estrada de acesso a Minas Gerais. Ele estava escondido em Belo Horizonte e se entregou depois de negociação entre a polícia e a mãe dele.

Logo após a prisão, o acusado disse que a morte da ex-companheira havia sido um acidente. “Não era para ter acontecido. Era a mãe do meu filho. Foi um acidente que aconteceu, não tem nada a ver”, declarou. A jovem de 18 anos foi morta a facadas. Em depoimento à polícia, ele alegou que esfaqueou a ex-mulher para se defender.

Imagens do circuito interno do prédio mostraram a jovem, o filho e o ex-marido após a volta do jogo entre Corinthians e Santos, que foram assistir juntos. Quarenta minutos depois, mais um registro. O suspeito aparece abotoando a camisa que havia acabado de trocar. E, dessa vez, está só com o filho, sem Ana Cláudia.

Um vizinho, que ouviu uma discussão entre o casal, chamou o porteiro, que entrou no apartamento e encontrou Ana Cláudia morta.              

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