Juiz eleitoral manda prender deputada eleita pelo Acre

Juiz eleitoral manda prender deputada eleita pelo Acre

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 10:07

O juiz da 10ª Zona Eleitoral do Acre Romário Divino Faria decretou a prisão preventiva da deputada federal eleita Antonia Lúcia (PSC-AC) [foto]. A decisão, tomada na semana passada, foi divulgada nesta sexta-feira (3). Ela é investigada pela Justiça Eleitoral por compra de votos, distribuição de bens e formação de caixa dois durante a campanha deste ano.

A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) afirmou que a deputada eleita não foi encontrada pela Justiça. O promotor responsável pela denúncia, Mariano Jeorge de Sousa Melo, afirmou que a prisão é necessária porque Antonia informou à Justiça endereços onde não foi encontrada para receber intimações sobre os processos em que ela é investigada.

O G1 tentou contato por telefone com Antônia Lúcia e não obteve resposta. Um e-mail foi encaminhado para o escritório do partido no Acre. Antonia Luciléia Cruz Ramos Câmara é mulher do deputado federal Silas Câmara (PSC-AM). No gabinete do parlamentar, ninguém atendeu ao telefone.

A prisão preventiva não tem prazo e pode ser revogada caso a Justiça eleitoral entenda que Antonia Lúcia não deixou de responder aos processos e não tentou impedir a aplicação da lei. A deputada eleita é presidente da Executiva Regional do PSC no estado.

A partir da quebra do sigilo telefônico da então candidata e de pessoas ligadas à campanha, a Justiça conseguiu indícios do suposto “esquema financeiro” usado para custear a eleição. Além disso, segundo a Procuradoria Eleitoral do estado, o monitoramento permitiu caracterizar crimes, como fraude documental e a sonegação de informações na prestação final de contas da campanha.

Denúncia

Nesta quinta-feira (2), o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra o deputado Silas Câmara. Ele é acusado de montar um esquema para desviar dinheiro destinado ao pagamento de salários de assessores do próprio gabinete. O deputado concorreu nas eleições deste ano e foi reeleito para a Câmara dos Deputados.

A defesa do parlamentar nega as acusações e afirma que foram apenas seis depósitos apurados e de valores pequenos, que seriam pagamentos de empréstimos ou adiantamentos feitos pelo deputado aos assessores.

Por: Débora Santos

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