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Juiz em MS marca julgamento de réu por morte de menino no trânsito

Juiz em MS marca julgamento de réu por morte de menino no trânsito

Atualizado: Sexta-feira, 23 Setembro de 2011 as 11:43

Carro em que Rogério Pedra estava e foi atingido

em briga de trânsito (Foto: Reprodução/TV Morena)

  A Justiça de Campo Grande marcou para novembro o julgamento do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado de homicídio e tentativa de homicídio, em caso decorrente de briga de trânsito, ocorrida há dois anos.

Segundo a denúncia, duante perseguição no trânsito, após discussão, Gonçalves atingiu o menino Rogério de Mendonça Pedra, que tinha dois anos e oito meses, com tiro no pescoço. O garoto morreu no hospital.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, em substituição na 1ª Vara do Tribunal do Júri, marcou para novembro o julgamento de Gonçalves, mas ainda não definiu a data.

O magistrado considerou que, mesmo com a tramitação do agravo de instrumento ainda em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que contesta a pronúncia, “nada impede de dar prosseguimento ao processo com os demais atos, inclusive o julgamento”.

O advogado Valdir Custódio, que representa o jornalista, disse que ainda não foi oficiado da decisão da Justiça e não sabe se deve contestar os argumentos ainda, mas acredita que o júri popular será realizado. Custódio não quis adiantar qual vai ser a tese da defesa no julgamento.

O crime

No dia 18 de novembro de 2009, Agnaldo Gonçalves se envolveu em uma briga de trânsito com Ademir de Pedra Neto, 22 anos, na avenida Ernesto Geisel, região central de Campo Grande. Segundo a denúncia, Neto teria demorado para sair, depois que o sinal abriu, e Gonçalves buzinou e gesticulou.

Os carros ficaram emparelhados e a discussão continuou. Os dois homens chegaram a descer do carro e teriam trocado mais ofensas. Depois, quando voltaram para os carros, na avenida Mato Grosso, o jornalista, armado com revólver calibre 38, atirou na direção do carro de Neto. Os tiros acertaram o avô do rapaz, João Afonso Pedra, 54 anos e o sobrinho, Rogério. O garoto, de dois anos e oito meses, foi atingido no pescoço e morreu no hospital. João Afonso foi atingido no maxilar.

Gonçalves justificou os disparos dizendo que foi ameaçado e perseguido durante o trajeto em que os carros se emparelharam. Ele disse que estava armado pois havia recebido algumas ameaças anteriores e estava tentando se proteger.          

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